Junta militar ordena reabertura de fronteiras e aeroporto na Guiné-Bissau

Administração e serviços públicos estão fechados desde o golpe de Estado que derrubou o governo do premiê Carlos Gomes Jr

iG São Paulo |

A junta militar que dirige a Guiné-Bissau ordenou nesta quinta-feira a reabertura das fronteiras do país, do aeroporto e do porto da capital, fechados desde 15 de abril, três dias depois do golpe de Estado que derrubou o governo de Carlos Gomes Jr.

Pós-golpe: Militares e oposição chegam a acordo na Guiné-Bissau

AFP
Dabana na Walna, porta-voz da junta militar na Guiné-Bissau (12/4)
"Para garantir a circulação das pessoas e dos bens, o Estado Maior das Forças Armadas ordena que sejam abertas as fronteiras terrestres, marítimas e aéreas, assim como o aeroporto e o porto do país", afirmou a junta em comunicado.

As administrações e serviços públicos estão fechados desde o início desta semana na Guiné-Bissau, como consequência de uma greve convocada pelo principal sindicato do país, a União Nacional de Trabalhadores da Guiné-Bissau (UNTG), para expressar sua oposição ao golpe de Estado em 12 de abril.

Acordo

Na quarta-feira, a junta militar e os principais partidos de oposição da Guiné Bissau chegaram a um acordo para realizar eleições após um período de transição de dois anos. Esse acordo confirma a dissolução das instituições, após o golpe de Estado, e a criação de um Conselho Nacional de Transição, que designará um presidente e um governo de transição.

O golpe de Estado ocorreu duas semanas antes do segundo turno das eleições presidenciais, em 29 de abril. Gomes Jr. esteve perto de conseguir a maioria absoluta no primeiro turno da eleição, no mês passado. Seu adversário do segundo turno em 29 de abril, Kumba Yala, e quatro outros candidatos prometem boicotar a votação por causa de supostas fraudes no primeiro turno.

Os distúrbios em Bissau acontecem poucos dias depois de a Angola - ascendente potência econômica africana - anunciar o encerramento de uma missão de assistência militar na Guiné-Bissau, instituída em 2010 com a intenção de acabar com os golpes militares que assolam o país desde a independência, em 1974.

Em comunicado divulgado na noite desta quinta-feira, o governo brasileiro disse que acompanha “com grave preocupação os incidentes violentos” na Guiné-Bissau. De acordo com a nota, o Brasil participará na sexta-feira em Lisboa de uma reunião emergencial convocada pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

*Com AFP

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