Sarkozy perde apoio de mais políticos e despenca nas pesquisas

Ex-ministra do Planejamento se junta à lista de partidários de François Hollande, que aparece cinco pontos à frente do presidente francês

Reuters |

O presidente francês, Nicolas Sarkozy , sofreu um duplo revés a quatro dias do primeiro turno da eleição presidencial , ao perder o apoio de mais políticos importantes e despencar nas pesquisas de intenção de voto.

Apoio: Ex-presidente Jacques Chirac deve votar em Hollande

Fadela Amara, ex-ministra do Planejamento, juntou-se à crescente lista de figuras políticas que abandonaram a candidatura do conservador Sarkozy e anunciaram apoio ao socialista François Hollande .

AP
Presidente francês discursou em rede de TV a poucos dias do primeiro turno da eleição presidencial (17/4)
Além disso, uma nova pesquisa mostrou Hollande cinco pontos percentuais à frente de Sarkozy para o primeiro turno, a ser realizado no domingo, e com 16 pontos de vantagem na simulação para o segundo turno, em 6 de maio.

Confirmando a tendência de outras pesquisas da semana, o instituto CSA informou na noite de quinta-feira que Hollande tem 29% das intenções de voto, alta de dois pontos em relação ao levantamento anterior, enquanto Sarkozy caiu de 26% para 24%.

Em entrevista a uma TV, Sarkozy se recusou a comentar sua queda nas pesquisas.

Aliada

Amara foi uma das figuras de centro-esquerda recrutadas por Sarkozy para seu governo nos primeiros anos após sua eleição, em 2007. Além dela, Corinne Lepage, que foi ministra do Meio Ambiente no governo anterior, já havia anunciado apoio a Hollande, alegando que Sarkozy havia ido à direita demais.

O antecessor conservador de Sarkozy, Jacques Chirac, de 79 anos, também pretende votar em Hollande, segundo o homem que o ajudou a escrever sua autobiografia após 12 anos como presidente (1995-2007). Sarkozy disse que as pessoas deveriam deixar Chirac em paz, em vez de "manipulá-lo".

Martin Hirsch (ex-alto-comissário de Combate à Pobreza), Azouz Begag (ex-vice-ministro para as Oportunidades Iguais) e Jean-Jacques Aillagon (ex-ministro da Cultura) são outros ex-funcionários dos governos de Sarkozy ou Chirac que anunciaram apoio a Hollande.

Semanas atrás, Sarkozy chegou a aparecer à frente de Hollande nas simulações para o primeiro turno, mas nenhuma pesquisa lhe deu em momento algum a vitória no segundo turno.

De acordo com a pesquisa CSA, a ultradireitista Marine Le Pen se consolidou em terceiro lugar, com 17% das intenções de voto, seguida pelo ultraesquerdista Jean-Luc Mélenchon, com 15%, e do centrista François Bayrou, com 10%.

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Em entrevista à rádio France Inter, Hollande alertou seus eleitores ao clima de "já ganhou", e disse que disputas por cargos seriam prematuras neste momento. Ele também prometeu renegociar um tratado europeu sobre disciplina fiscal, para dar mais prioridade à retomada do crescimento, sem o qual seria impossível reduzir o endividamento público, segundo ele.

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