Conselho de Segurança ameaça Coreia do Norte com novas sanções

Órgão de defesa da ONU condenou lançamento de foguete e advertiu que imporá mais sanções se país realizar novo teste de míssil

iG São Paulo |

O Conselho de Segurança da ONU reforçou as sanções contra a Coreia do Norte após o lançamento frustrado de um foguete, e advertiu que imporá "novas ações" se o país comunista realizar um novo teste de míssil.

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O órgão de 15 membros acordou de forma unânime uma declaração que condena fortemente o lançamento de sexta-feira, afirmando que causou "graves preocupações de segurança" na Ásia.

AP
Homem observa disparo de míssil em transmissão na TV norte-coreana (13/4)
O Conselho ordenou acrescentar novos pontos à lista de sanções tratada pela comissão, criada depois que a Coreia do Norte realizou testes desse tipo em 2006 e 2009. O órgão de segurança da ONU também pediu que a comissão de sanções revise a lista de indivíduos e empresas que estão sujeitos a medidas internacionais.

Segundo o Conselho de Segurança, o lançamento do foguete, que se desintegrou imediatamente sobre o mar Amarelo, constitui uma "séria violação" das resoluções 1718 e 1874.

O organismo pede a Pyongyang que não realize lançamentos que "incluam tecnologia de míssil", suspenda "qualquer atividade relacionada com seu programa de mísseis balísticos" e respeite sua prometida "moratória de lançamento de mísseis". "O Conselho de Segurança expressa sua decisão de empreender ações no caso de novos lançamentos ou testes nucleares pela República Democrática e Popular da Coreia", ameaçou o órgão da ONU em comunicado.

Constrangimento

Na sexta-feira, o governo da Coreia do Norte admitiu que o polêmico foguete lançado na quinta-feira (horário de Brasília) não conseguiu entrar em órbita, reconhecendo um constrangedor fracasso em meio a uma operação de propaganda em torno do líder Kim Jong-un . O lançamento foi condenado pela comunidade internacional, que duvidou do caráter pacífico do foguete e disse se tratar de um teste de míssil balístico.

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Em reunião na sexta-feira, o Conselho de Segurança da ONU divulgou um comunicado no qual "deplorou" o lançamento do foguete e segundo o qual os membros continuarão fazendo consultas sobre uma "resposta apropriada".

O problema com o foguete é um constrangimento para o governo norte-coreano, que tinha anunciado o lançamento como um avanço científico e uma homenagem ao primeiro presidente do país, Kim Il-sung. No domingo, Kim Jong-um liderou um desfile militar em comemoração aos 100 anos do nascimento do fundador do país, Kim Il-sung, a data mais importante da recente história norte-coreana.

Na cerimônia , o líder norte-coreano pediu que o povo de seu país e o Exército trabalhem "até a vitória final" e louvou a figura de seu avô e fundador do país. O discurso foi o primeiro em público desde que assumiu o poder em dezembro do ano passado. De lá até aqui, o novo líder se tornou membro da direção do Politburo (birô político) do Comitê Central, cargo que o torna líder máximo do braço político do regime comunista norte-coreano. Além disso, foi nomeado primeiro-secretário do Partido dos Trabalhadores, o que o transformou em presidente da Comissão Militar Central da formação, e presidente da poderosa Comissão de Defesa Nacional, máximo corpo militar do país.

*Com AFP

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