Brasileira que confessou ter matado filho morre enforcada na Argentina

Adriana Cruz, 42 anos, disse ter afogado o filho de 6 anos para se vingar do ex-marido Carlos Vázquez

iG São Paulo |

A brasileira Adriana Cruz, que confessou ter assassinado seu filho de 6 anos para se vingar do ex-marido, morreu nesta segunda-feira em um hospital nos arredores de Buenos Aires, após se enforcar na prisão, informaram fontes judiciais.

Escândalo: Brasileira é principal suspeita da morte de filho na Argentina

Reprodução/ Télam
Adriana Cruz passava por período de separação conturbado com o ex-marido
Detida em uma prisão da capital argentina, Adriana, 42 anos, pediu permissão para ir ao banho na noite do último domingo e se enforcou com uma meia. Advertidos sobre a ocorrência, os guardas a levaram com vida ao hospital, onde ela morreu, segundo o juiz Juan Pablo Masi, responsável pela causa.

"A lesão foi irreversível", informou o juiz ao canal de notícias C5N, ao comunicar que a brasileira morreu na madrugada. A brasileira chegou ao hospital Alejandro Korn de Melchor Romero após sofrer uma parada cardíaca e respiratória, consequência de asfixia, com lesões no pescoço.

"Ela ainda foi reanimada, mas saiu em condições muito graves, em coma profundo", disse o diretor do hospital, Egídio Melia, aos jornalistas.

Em meados de março, uma empregada doméstica afirmou ter encontrado Adriana desmaiada e Martín, um dos filhos da brasileira, de 6 anos, afogado na banheira estrangulado com uma gravata no banheiro do condomínio de Lagos de San Eliseo, na região de San Vicente, próximo de Buenos Aires.

Como única suspeita do crime, a brasileira confessou o assassinato a um jornalista enquanto era transferida da Promotoria até a prisão. Em declarações, ela afirmou que havia sido motivada por vingança ao pai do garoto. O caso comoveu a opinião pública.

Adriana atravessava "uma separação conflituosa" com seu marido, Carlos Vázquez, CEO da Covelia, empresa de coleta de resíduos com quem tem outras duas filhas adolescentes. A brasileira foi acusada de homicídio agravado pelo vínculo, pena única a reclusão perpétua, segundo as leis argentinas.

*Com EFE

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