Medidas atingem o Banco Central e o setor financeiro do país

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, promulgou neste sábado (31) novas e duras sanções contra o Banco Central e o setor financeiro do Irã, em um movimento que poderá aumentar a tensão entre Washington e Teerã.

As medidas, que visam a castigar a República Islâmica por seu programa nuclear, foram incluídas em uma proposta de lei de defesa de US$ 662 bilhões (cerca de R$ 1233,7 bilhões), que, segundo as autoridades americanas, foi assinada por Obama, apesar das reservas sobre seu impacto na política do Irã de determinar a prisão de suspeitos de terrorismo.

As companhias estrangeiras deverão escolher entre fazer negócios com o Banco Central e o setor financeiro e petroleiro do Irã ou com os Estados Unidos. Os bancos centrais estrangeiros que negociam com o BC iraniano em transações de petróleo poderão enfrentar restrições similares sob a nova lei.

Presidente norte-americano manifestou em um comunicado publicado quando promulgou a lei sua preocupação de que esta interfira em sua autoridade constitucional para realizar negociações com governos estrangeiros, ao ver atada sua capacidade de manobra.

A proposta de lei, que foi aprovada por ampla maioria no Congresso, reserva um pequeno espaço de atuação para Obama, ao conceder a ele um prazo de 120 dias para denunciar o acordo.

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