Vinte e cinco pessoas morreram no descarrilamento na sexta-feira de um trem de passageiros entre Moscou e São Petersburgo, informaram fontes oficiais russas neste domingo, ao mesmo tempo que prossegue a investigação sobre o atentado que provocou a catástrofe.
"Segundo o balanço mais recente, que não é definitivo ainda, 25 pessoas morreram e 26 estão desaparecidas, não estão nem no hospital entre os feridos, nem entre os mortos", declarou o ministro de Situações de Emergência, Serguei Shoigu, na saída de uma reunião da comissão governamental criada para investigar o desastre.
O balanço anterior do ministério, de sábado à noite, era de 26 mortos, 18 desaparecidos e 104 feridos.
A ministra da Saúde, Tatiana Golikova, informou que seis estrangeiros estão entre os feridos: um italiano, um belga, um azerbaijano, um bielorrusso e dois ucranianos.
O descarrilamento de vários vagones do Nevski Express, um trem de luxo muito utilizado por turistas estrangeiros e que percorre uma das linhas mais movimentadas da Rússia - Moscou-São Petersburgo -, aconteceu às 21H34 locais (16H34 de Brasília) de sexta-feira, a 284 km da antiga capital imperial, perto da cidade de Uglovka.
O comitê de investigação da procuradoria federal confirmou no sábado a hipótese del atentado, após a descoberta de fragmentos de uma bomba.
"Hoje (domingo) cedo os investigadores e os criminologistas reexaminaram o local", afirmou o porta-voz do comitê de investigação, Vladimir Markin.
"No momento, ainda é cedo para falar de suspeitos. Estamos investigando para determinar e buscar as pessoas envolvidas", completou.
Até o momento nenhum grupo reivindicou o ataque.
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