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09/11 -
10:36
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Redação
JERUSALÉM - O presidente de Israel, Shimon Peres, começa nesta segunda-feira uma "histórica visita" ao Brasil e à Argentina, a primeira em décadas de um chefe do Estado israelense a esses países, e na qual um dos temas fortes será a "infiltração do Irã" na América Latina.
Peres, que atende a um convite de Luiz Inácio Lula da Silva e governante argentina Cristina Fernández de Kirchner, liderará uma delegação de 40 empresários que buscarão oportunidades de negócios para ativar o comércio e os investimentos bilaterais.
"Com a visita o presidente tratará de fortalecer e aprofundar as relações estratégicas, diplomáticas e econômicas com os dois países latino-americanos de fundamental importância", informa um comunicado da presidência israelense, divulgado horas antes do começo da viagem.
Esta é a primeira vez que um presidente israelense visita Brasil em 40 anos, apesar de que Israel manter relações estratégicas, políticas e comerciais. Os dois países concentram as duas comunidades judaicas mais importantes da América Latina, 230 mil membros na Argentina e 150 mil no Brasil.
Segundo o programa de viagem, Peres ficará no Brasil de terça-feira até sábado - suspenderá a agenda oficial durante o dia sabático judeu, a partir do entardecer de sexta-feira -, e na Argentina a partir do dia 15 até 17 de novembro.
Além de encontros com os presidentes, se encontrará com os respectivos ministros de Exteriores, Defesa e Economia e os líderes dos dois Congressos e dirigentes locais.
Influência do Irã
"Nos encontros com os Presidentes abordará a infiltração iraniana no continente", assinala o comunicado sobre as estreitas relações que alguns países latino-americanos, como a Venezuela e Bolívia, desenvolveram nos últimos anos com o regime de Teerã, que Israel considera seu maior inimigo.
"O presidente (Peres) vai conversar sobre a infiltração iraniana na América do Sul, e explicará a seus anfitriões que Israel não tem nada contra o povo iraniano, e sim contra Ahmadinejad, um dirigente fanático que se interessa mais pelo enriquecimento de urânio que pelo bem-estar de seu povo", informou uma porta-voz do governo israelense.
O presidente iraniano, que já falou que Israel deve ser "apagado do mapa", desembarca no Brasil em 23 de novembro.
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