publicidade
09/11 -
16:59
, atualizada às 17:33 09/11 -
Redação
BERLIM - A chanceler alemã Angela Merkel e os chefes de Estado e de governo de 30 países cruzaram na noite desta segunda-feira o Portão de Brandemburgo - símbolo da divisão de Berlim - como parte das festividades do 20º aniversário da queda do Muro.
| AP |
![]() |
|
Protegendo-se da chuva, líderes passam por Portão de Brandemburgo |
Em discurso, Merkel definiu a queda do Muro como uma "vitória da liberdade" que deve ser defendida diariamente. "O dia de hoje, há 20 anos, foi um marco feliz na história da Alemanha", afirmou, acrescentando que tal momento não teria sido possível "sem a ajuda generosa de nossos aliados".
Participaram da cerimônia o presidente russo Dmitri Medvedev, assim como o último dirigente da União Soviética, Mikhail Gorbachev, que em 1989 decidiu não reprimir os protestos, permitindo que os países da URSS recuperassem a liberdade.
Ainda como parte das comemorações, o ex-líder sindical polonês Lech Walesa e o ex-dirigente húngaro Miklos Nemeth vão derrubar a primeira peça de um dominó de 2,5 metros de altura, simbolizando o Muro, do qual só restam alguns fragmentos em Berlim. Nemeth autorizou os alemães do Leste a cruzar a fronteira austro-húngara, provocando um êxodo.
| AP |
![]() |
|
Merkel e convidados passam por Portão de Brandemburgo |
Sob uma chuva intermitente, Merkel cruzou sorridente, ao lado de seus convidados e centenas de pessoas, a ponte de Bornholmer Strasse, uma das primeiras passagens fronteiriças abertas em 1989.
"Não é um dia de festa só para a Alemanha, mas para toda a Europa e para as pessoas que conquistaram mais liberdade, desde a Rússia a até muitas outras partes do mundo", disse a chanceler, vestida com um casaco de veludo azul marinho.
Dirigindo-se a Gorbachev, Merkel declarou: "Deixou que as coisas acontecessem, com valentia, e isso foi muito mais do que esperávamos. Obrigada de todo o coração".
Angela Merkel deu início na manhã desta segunda-feira às cerimônias de comemoração do 20º aniversário da queda do Muro de Berlim, fato histórico que simboliza o fim da Guerra Fria e o começo da reunificação da Alemanha e da Europa.
Merkel compareceu à igreja de Gethsemani, em Berlim Oriental, um dos redutos da dissidência e das manifestações que em 9 de novembro de 1989 obrigaram a Alemanha comunista, a desaparecida República Democrática da Alemanha (RDA), a abrir suas fronteiras.
"A unidade alemã não foi alcançada ainda completamente porque entre o Leste e o Oeste continuam existindo diferenças estruturais", declarou a chanceler em uma entrevista ao canal público de televisão ARD.

Autoridades participam de celebração na igreja de Gethsemane, em Berlim / AP
Os dirigentes dos países da Europa participam nas cerimônias, ao lado dos representantes das quatro potências - Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha e França - que ocuparam a Alemanha após a rendição nazista em 1945 e até a reunificação em 1990.
"O muro que encarcerava metade de uma cidade, metade de um país, metade de um continente foi arrastado pelo espírito indomável dos homens e das mulheres", afirma o primeiro-ministro britânico Gordon Brown, segundo o texto de um discurso divulgado com antecedência.
Angela Merkel, natural da Alemanha Oriental, lembrou ter ficado supresa com a queda do Muro. "Mesmo nos anos 80 não acreditava que o Muro cairia comigo viva", declarou ao jornal Bild.
Queda do Muro de Berlim
Em 9 de novembro de 1989, o regime comunista, pressionado por milhares de manifestantes, decidiu conceder a liberdade de movimento a seus cidadãos, permitindo viagens ao exterior.
A multidão correu para os pontos de passagem do Muro, cujas barreiras haviam sido suspensas, e os alemães do Leste e Oeste viveram uma incrível noite de festejos, ao mesmo tempo que os primeiros golpes de marreta começavam a derrubar o muro.
Veja no infográfico como era a divisão da Alemanha e um raio-x do Muro
* Com EFE e AFP
Leia mais sobre Muro de Berlim
Publicidade