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09/11 -
12:14
, atualizada às 13:53 09/11 -
Redação
TEERÃ - O Poder Judiciário iraniano acusou formalmente de "espionagem" os três cidadãos americanos que foram detidos há três meses quando aparentemente faziam trilha na fronteira com o Curdistão iraquiano, informou nesta segunda-feira a agência oficial de notícias local "Irna".
"A acusação que pesa sobre os três americanos detidos na fronteira entre o Irã e o Iraque é a de espionagem, e a investigação sobre eles prossegue", declarou o procurador geral de Teerã, Abbas Jafari Dolatabadi, citado pela agência IRNA.
"Em um futuro não muito distante haverá uma declaração sobre eles", acrescentou.
Por sua vez, a secretária de Estado americano, Hillary Clinton, afirmou de Berlim que o Irã não tem provas para acusar de espionagem os três americanos. "Acreditamos firmemente que não há provas para apoiar nenhuma acusação", disse Hillary Clinton.
"Reiteramos nosso pedido de que o governo iraniano tenha compaixão com estes três jovens e os libere", acrescentou a secretária de Estado americana.
Os três americanos foram detidos em 31 de julho pelas autoridades iranianas quando escalavam uma colina que levava à fronteira com o Irã, apesar das advertências da polícia. Antes, haviam visitado a Síria e a Turquia.
As relações entre Irã e Estados Unidos são tensas há muitos anos. Teerã era considerado pelo ex-presidente americano George W. Bush um integrante do "Eixo do Mal" de países que apóiam o terrorismo.
Apesar da abertura iniciada pelo atual presidente americano, Barack Obama, em relação ao Irã, a tensão se agravou nos últimos meses entre os dois países, devido as ambições nucleares de Teerã e os resultados polêmicos das eleições iranianas de 12 de junho.
* Com EFE
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