Berlim, 9 nov (EFE).- O maestro argentino-israelense Daniel Barenboim abriu hoje a Festa da Liberdade, o ato principal do 20º aniversário da queda do Muro de Berlim, à frente da orquestra Staatskapelle e com a introdução musical da ópera "Lohengrin", de Richard Wagner.
Diante do Portão de Brandeburgo, símbolo da reunificação de Berlim, a Staatskapelle começou seus trabalhos debaixo de uma fria e intensa chuva e diante de dezenas de milhares de pessoas protegidas por seus guarda-chuvas na Pariser Platz.
Compareceram ao evento a chanceler alemã, Angela Merkel; os presidentes da Rússia, Dmitri Medvedev, e da França, Nicolas Sarkozy; o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown; e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.
Medvedev, Sarkozy, Brown e Hillary representam as potências aliadas vencedoras da Segunda Guerra Mundial.
Também estiveram presentes os presidentes da Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia), José Manuel Durão Barroso, e do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, assim como líderes dos 27 países-membros do bloco europeu.
Além da peça de Wagner, Barenboim escolheu executar "Um Sobrevivente de Varsóvia", obra composta em 1947 nos Estados Unidos por Arnold Schönberg em memória às vítimas do Holocausto, já que também se lembra hoje a Noite dos Cristais Quebrados, em 9 de novembro de 1938, quando centenas de sinagogas foram queimadas na Alemanha.
Fecharam o concerto a Sétima Sinfonia de Beethoven, peça que Barenboim conduziu dois dias depois da queda do muro à frente Filarmônica de Berlim, e "Es ist, als habe einer die Fenster ausgestossen" ("É como se alguém tivesse aberto as janelas), do compositor alemão oriental Friedrich Goldmann, morto em julho.
Após o concerto, o ex-presidente polonês Lech Walesa, representante do país no qual a Cortina de Ferro começou a cair, terá a honra de derrubar a primeira peça do dominó gigante montado ao longo de 1,5 quilômetros por Berlim para simbolizar a queda do muro. EFE gc/bba
