iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Autor de massacre em base militar nos EUA teria ligações com imã pró-Al-Qaeda

09/11 - 13:03 , atualizada às 14:44 09/11 - Redação

WASHINGTON - Nidal Malik Hassan, o militar de origem muçulmana e autor do massacre na base americana de Fort Hood, no Texas, que causou a morte de 13 colegas, pode ter mantido vínculos com um imã que apoia a Al-Qaeda, informou nesta segunda-feira o jornal "The Washington Post".

 

AP
Nidal Malik Hasan
Nidal Malik Hasan

A matéria afirma que os investigadores analisam possíveis vínculos entre o autor do tiroteio de quinta-feira passada e um imã nascido nos Estados Unidos, que as autoridades apresentam como um fervoroso simpatizante da Al-Qaeda, e a quem Hassam teria conhecido na mesquita de Virgínia, onde orava.

Hassan frequentava em 2001 a mesquita Dar al-Hijrah de Falls Chruch, nos subúrbios de Washington, assim como o imã Anwar al-Aulaqui. Este último teria mantido vínculos com chefes da Al-Qaeda, entre eles dois terroristas do 11 de setembro de 2001, segundo um alto funcináro americano, falando ao Post.

Desde que o imã abandonou os Estados Unidos em 2002 com direção ao Iêmen, suas pregações pró-Al-Qaeda apareceram nos computadores de vários suspeitos em casos de terrorismo nos Estados Unidos, Canadá e Grã-Bretanha.

Segundo o jornal, a natureza dos supostos vínculos entre os dois homens ainda não está clara.

Na véspera, o jornal New York Times, no entanto, publicou uma matéria afirmando que o psiquiatra militar não fazia parte de um grupo terrorista. Ao contrário, os investigadores que falaram para o jornal que acreditam que o comandante Hassan agiu sozinho.

Mas o Times assinala que a polícia não descarta a possibilidade de que o atirador tivesse a idéia de cometer suicídio após o ataque.

Uma análise completa do computador do atirador revelou que ele consultou vários sites de Tribunais Islâmicos e que trocou e-mails com indivíduos com influências radicais, disse o jornal.

Hasan também teria escritos panfletos em favor dos atentados suicidas, em uma suspeita que o NYT diz não ter confirmado ainda.

Já o presidente da comissão de Segurança Interna do Senado americano, Joe Lieberman, disse neste final de semana existirem indícios de o militar havia se tornado um "extremista islâmico".

Lieberman, ex-candidato democrata à vice-presidência, destacou que ainda é muito cedo para definir os motivos que levaram o oficial médico Nidal Hasan a matar 13 pessoas e ferir outras cinco na última quinta-feira, mas que há pistas que apontam para um ato terrorista.

"Há sinais de alerta muito, muito fortes de que o doutor Hasan se transformou em um extremista islâmico - e, por consequência, que se tratou de um ato terrorista", disse Lieberman à rede de televisão Fox News.

"É claro que, um, ele estava sob estresse pessoal, e dois, se os relatórios que estamos recebendo de várias declarações que fez e atos que protagonizou forem válidos, ele havia se tornado um extremista islâmico", explicou.

"Se isso estiver certo, o assassinato dessas 13 pessoas foi um ato terrorista", acrescentou.

Nidal Hasan Malik, de 39 anos, permanece internado em um estabelecimento militar. Nesta segunda-feira, Maria Gellegos, porta-voz do centro médico Brooke em San Antonio, Texas, afirmou que Malik "está conversando com sua equipe médica".

A porta-voz se negou, no entanto, a dizer se Hasan também está falando com os investigadores encarregados de esclarecer o massacre, cujos motivos continuam desconhecidos.

* Com AFP e Reuters

Leia mais sobre ataque em base militar





US Multimídia


Publicidade


Matérias Relacionadas


Enquete


 

Contador de notícias