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Justiça austríaca investiga outro envolvido no rapto de Kampusch

08/11 - 15:05 - EFE

EFE - v1

Viena, 8 nov (EFE).- A Promotoria austríaca investiga por "privação de liberdade" o melhor amigo do seqüestrador morto de Natascha Kampusch, a jovem austríaca que passou oito anos em um cativeiro nos arredores de Viena.

O suspeito é Ernest Holzapfel, que admitiu ter conhecido Kampusch quando ela estava no cativeiro, na casa de Wolfgang Priklopil, e foi a última pessoa a ver com vida o seqüestrador antes de cometer suicídio no dia em que a jovem fugiu em agosto de 2006.

"Devido à relação estreita de Holzapfel com Priklopil ainda pairam dúvidas que não foram esclarecidas", explicou o promotor de Graz, Thomas Mühlbacher, ao jornal "Die Presse am Sonntag".

A Promotoria tratará de esclarecer "se houve mais autores no delito, e existe a suspeita do envolvimento de Holzapfel", acrescentou.

O jornal "Kurier" sustenta que novas provas apresentadas por duas testemunhas alemãs permitiram dar uma guinada nas investigações.

Essas duas testemunhas criticam as autoridades austríacas pelo fato de até agora não terem conferido a elas a devida atenção.

A Promotoria está agora à espera que as autoridades alemãs atendam a um requerimento para que essas testemunhas entreguem as provas que dispõem. Em função dessas provas o Ministério público decidirá se apresenta ou não uma acusação formal.

Holzapfel negou as acusações e justificou que não tem nada a esconder, embora não tenha detalhado porque teme que suas palavras possam ser mal-interpretadas.

"Sempre soube que o caso da minha filha não estava esclarecido.

Em breve surpresas devem vir à tona", afirmou ao jornal "Österreich Ludwig Koch", o pai de Kampusch, que confessou sempre ter suspeitado de Holzapfel.

O investigado esteve várias vezes no alvo da Polícia como um possível envolvido no seqüestro. As suspeitas aumentaram quando se soube que justamente ele foi a única pessoa que esteve viu Kampusch durante o cativeiro em casa de Priklopil.

"Quando abri a porta me apresentou à jovem mulher como uma conhecida sem indicar nome", explicou Holzapfel, à imprensa poucos dias depois da libertação da jovem.

"Apertei sua mão e ela respondeu de forma cortês com um 'bom dia'. Ela passava a impressão de estar feliz. Fiquei surpreso sem saber quem era se uma namorada ou só de uma conhecida. Naturalmente que nesse momento não sabia que era Natascha Kampusch", acrescentou.

A possibilidade de mais um autor no sequestro foi alvo de muitas hipóteses, embora a própria Kampusch sempre tenha afirmado que foi só um sequestrador.

A imprensa sensacionalista conseguiu atas de uma comissão de investigação parlamentar nas quais levantava a possibilidade de mais envolvidos no sequestro e a existência de fotos e vídeos com conteúdo sexual.

A jovem de 21 anos foi sequestrada aos 10 anos por Prikopil, que a manteve em um pequeno cativeiro construído sob a garagem de sua casa na localidade de Strasshof, nos arredores de Viena. EFE ll/dm




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