O presidente da comissão de Segurança Interna do Senado americano, Joe Lieberman, disse neste sábado haver indícios de que o autor do tiroteio que matou 13 pessoas na base militar texana de Fort Hood havia se tornado um "extremista islâmico".
Lieberman, ex-candidato democrata à vice-presidência, destacou que ainda é muito cedo para definir os motivos que levaram o oficial médico Nidal Hasan a matar 13 pessoas e ferir outras cinco na última quinta-feira, mas que há pistas que apontam para um ato terrorista.
"Há sinais de alerta muito, muito fortes de que o doutor Hasan se transformou em um extremista islâmico - e, por consequência, que se tratou de um ato terrorista", disse Lieberman à rede de televisão Fox News.
"É claro que, um, ele estava sob estresse pessoal, e dois, se os relatórios que estamos recebendo de várias declarações que fez e atos que protagonizou forem válidos, ele havia se tornado um extremista islâmico", explicou.
"Se isso estiver certo, o assassinato dessas 13 pessoas foi um ato terrorista", acrescentou.
No entanto, o porta-voz da equipe de investigadores do exército, Chris Grey, declarou que Hasan não fazia parte de nenhum grupo terrorista e que teria agido sozinho.
"Todos os elementos até agora mostram que o suspeito, ao que parece, agiu sozinho", indicou Grey.
Nidal Malik Hasan permanecia hospitalizado na manhã deste domingo em um hospital militar. Os investigadores não confirmaram se ele já pôde ser interrogado.
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