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08/11 -
08:27
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AFP
A China e a África se reúnem neste domingo e na segunda-feira no balneário egípcio de Sharm el-Sheikh para reforçar as relações econômicas que estão em plena expansão, apesar dos temores de "neocolonialismo" chinês.
A quarta conferência ministerial do Fórum China-África (FOCAC), envolvendo cerca de cinqüenta países, será aberta pelo presidente egípcio, Hosni Mubarak, e o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao.
Em 2006, durante a última edição deste fórum, que é realizado a cada três anos, a China prometeu dobrar a ajuda à África.
De acordo com estatísticas oficiais chinesas, o investimento direto da China na África aumentou de U$ 491 milhões em 2003 para 7,8 bilhões no final de 2008.
O comércio entre China e África cresce desde o início desta década, chegando a 106,8 bilhões em 2008.
Mas estes grandes números geram suspeitas. A China, que se limita a fazer o negócio e não a falar de direitos humanos, é muitas vezes acusada de "neocolonialismo" e de apoiar golpes de Estado.
Por sua vez, no avião que o levava para o Egito, Wen Jiabao assinalou que a cooperação energética é apenas uma das áreas de relações entre a China, grande consumidor de metais e do petróleo, e a África, onde estes itens são abundantes.
"De forma alguma a China vê a África apenas como fonte de energia", disse. "O nosso objetivo é ajudar a África a fortalecer sua capacidade de desenvolvimento próprio. É melhor ensinar alguém a pescar do que dar o peixe", resumiu o primeiro-ministro.
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