Pequim, 7 nov (EFE).- Mais de um milhão de pessoas sofrem com a escassez de água potável pela seca que castiga as províncias de Jiangxi e Fujian, no leste da China, informou a agência oficial de notícias "Xinhua".
Segundo Sun Xiaoshan, vice-diretor do Escritório de Controle de Inundações e Alívio de Secas, apenas em Jiangxi mais de 900 mil pessoas sofrem de escassez de água.
Além disso, a seca limitou a provisão normal de algumas zonas rurais, pelo que "os camponeses de distritos como Fengxin Jing'an e Leping se veem obrigados a transportar a água potável em caminhões", acrescentou Sun.
O subdiretor do Escritório ressaltou que "a capacidade de limpeza dos próprios rios diminuiu pela drástica queda de volume de água, o que representa um perigo para a saúde pública".
Já o Governo de Jiangxi intensificou a vigilância e supervisão da qualidade de água e das empresas que poderiam causar contaminação.
Sun explicou que os foguetes de ioduro de prata, um agente químico que dispersa hidrogênio - que, ao entrar em contato com o oxigênio do ar gera água - lançados pelo governo fracassaram, já que existe pouca umidade no ar.
A média de temperaturas de setembro foi de 2,5 graus centígrados acima do nível normal, o que igualou o alto registro de 26,7 graus em 1963, ano que testemunhou uma grave seca, informou a imprensa local.
Por outro lado, o segundo maior lago de água doce da China, o lago Dongting, que abrange as províncias centrais de Hubei e Hunan, se viu reduzido em quase dois terços em apenas 30 dias.
Um especialista do Escritório Meteorológico provincial de Hubei atribuiu esta diminuição drástica à persistente seca na região do lago devido à falta de chuvas desde o mês de agosto.
No total, a China tem mais de 2.438 quilômetros quadrados de lagos naturais, mas que estão desaparecendo em ritmo acelerado anualmente. EFE mmp/fk
