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Peres pede a Abbas que não desista da AP, Obama reforça apoio ao Estado palestino

07/11 - 20:20 - AFP

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O presidente israelense, Shimon Peres, fez um apelo neste sábado ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, para que permaneça no poder, falando para milhares de israelenses reunidos em Tel Aviv durante um ato organizado em memória do primeiro-ministro Yitzhak Rabin.

Peres se dirigiu a Abbas durante um ato organizado no mesmo local onde Rabin foi assassinado, 14 anos atrás.

"Sei do sofrimento que seu povo tem suportado há 50 anos (...), conheço meu povo e o governo israelense, e digo a você que Israel quer uma paz verdadeira (...). É possível que o ano que vem traga a independência para o povo palestino (...). O próximo ano pode ser decisivo, isso depende de vocês e de nós", afirmou.

"Nós dois assinamos os acordos de Oslo. Me dirijo a você (Mahmud Abbas) como colega: não vá embora", declarou o presidente israelense, referindo-se aos acordos de paz assinados na capital norueguesa em 1993.

Na época, Peres era ministro das Relações Exteriores, e Abbas fazia parte da delegação da Organização pela Libertação da Palestina (OLP), que deixou de existir para dar lugar à Autoridade Palestina. Os principais signatários dos acordos eram o então premiê israelense Rabin, o líder palestino Yasser Arafat e o então presidente americano Bill Clinton.

O atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, também interveio neste sentido, em um breve discurso gravado e transmitido em uma tela gigante durante o ato em homenagem a Rabin. Em sua fala, ele reiterou seu apoio à solução de dois Estados, "que coexistam um ao lado do outro em paz e segurança".

"Israel não conseguirá a segurança enquanto os palestinos estejam em uma situação desesperada", destacou Obama, destacando que "os vínculos dos Estados Unidos com nossos aliados israelenses são inquebrantáveis".

"Jamais perderemos de vista nosso objetivo comum: uma paz justa e duradoura em Israel, na Palestina e no mundo árabe", acresentou.

Na última quinta-feira, Abbas anunciou que não concorreria a um novo mandato nas eleições palestinas, marcadas para janeiro, manifestando sua frustração em relação ao bloqueio do processo de paz.

Peres também reafirmou seu apoio à solução dos dois Estados para resolver o conflito.

Yitzhak Rabin foi assassinado no dia 4 de novembro de 1995 quando participava de uma manifestação pela paz e contra a violência por Yigal Amir, militante da ultra direita israelense, que se opunha à assinatura dos acordos de paz de Oslo, já que estes previam uma série de concessões territoriais aos palestinos.

jlr/ap





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