O Senado americano aprovou de madrugada a indicação do nome de Arturo Valenzuela para o cargo de subsecretário de Estado para a América Latina, depois de meses de veto republicano.
Arturo Valenzuela, que trabalhou no governo Clinton, substituirá Thomas Shannon, nomeado ainda no governo Bush e que, por sua vez, foi proposto pelo presidente Barack Obama para o cargo de embaixador no Brasil.
A nomeação de Shannon, no entanto, prossegue, agora, encalhada pelo aparecimento de um veto, desta vez de um senador da Flórida, George LeMieux.
A confirmação do nome de Valenzuela foi oral e aconteceu pouco depois de uma declaração do senador Jim DeMint (Carolina do Sul) anunciando o fim de sua alegação de impedimento, ligada a críticas à política do governo americano para Honduras.
O nome de Valenzuela foi proposto por Obama ao Senado em 12 de maio, e bloqueado por DeMint pouco depois da explosão da crise em Honduras.
Valenzuela torna-se, assim, mais um nome da Casa Branca que fez parte da equipe de Bill Clinton (1993-2001).
Ele foi assistente especial do ex-presidente, diretor sênior para assuntos interamericanos do Conselho de Segurança Nacional e subsecretário assistente do Departamento de Estado para a região.
Valenzuela dirige o centro de estudos latino-americanos da Universidade Georgetown. Especializado em origens e consolidação de democracias, é membro do Council on Foreign Relations e participou da ONG La Raza, uma organização de defesa da comunidade latina nos EUA.
As contribuições diplomáticas às relações com a América Latino renderam a Valenzuela, entre outras honrarias, a comenda da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, conferida pelo governo do Brasil.
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