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Oficial médico mata 13 colegas na maior base militar dos EUA

06/11 - 08:58 - AFP

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Um oficial médico americano que ia se enviado em breve ao Iraque e abriu fogo na noite de quinta-feira na maior base americana dos Estados Unidos, Fort Hood, em Texas, matou 13 militares e feriu outros 30.

O comandante Nidal Malik Hassan, psiquiatra militar, agiu sozinho e, depois de detido, foi hospitalizado e se encontra em condições estáveis, segundo o general Bob Cone, chefe da base militar.

"A investigação está em andamento, mas houve apenas um atirador, que foi ferido a bala várias vezes. De qualquer maneira, ele não morreu como se anunciou anteriormente. Ele se encontra preso e seu estado é estável", afirmou Cone.

Hassan abriu fogo às 13H30 local de quinta-feira com duas armas semiautomáticas em uma instalação onde inúmeros soldados eram submetidos a exames médicos preliminares a sua partida em missão para o Iraque ou Afeganistão.

O Pentágono difundiu imagens de feridos sendo evacuados em macas e atendidos em ambulâncias, enquanto que comandos de elite cercavam o prédio, acompanhados por cachorros.

O departamento de Segurança Interna, encarregado da luta contra o terrorismo, indicou que ainda era muit cedo para determinar o motivo do tiroteio.

Apesar de o exército não querer se pronunciar sobre o motivo do ataque, um primo do atirador assegurou à tv local que o oficial se sentia perseguido devido a sua origem muçulmana.

"Era vítima de acosso por parte de seus companheiros no Exército", declarou Nader Hasan ao canal Fox.

Segundo sua versão, Hassan chegou a contratar um advogado para deixar o Exército, "mais havia chegado ao limite de suas possibilidade", declarou Nader Hassan, principalmente depois de receber a notícia que seria enviado ao Iraque.

Nader Hasan também negou que seu primo tenha tido medo de ser enviado ao Iraque e garantiu que jamais demonstrou ter um carater violento.

Ao destacar que o atirador tem um nome de origem muçulmana, uma das principais associações muçulmanas americanas, a Cair, condenou o ataque. "Nenhuma ideologia política ou religiosa pode justificar ou desculpar tal violência gratuita e cega", afirmou, em um comunicado.

Um dos membros da Cair, Ibrahim Hooper, expressou sua preocupação de que o fato não repercuta contra os muçulmanos americanos.

Segundo o Washington Post, Hassan nasceu nos Estados Unidos em uma família de origem palestina, que deixou uma pequena cidade próxima a Jerusalém.

Hassan, que aparece em fotos sorridente, cresceu na Virgínia (leste) e estudou na Universidade de Virginia Tech, onde também ocorreu um tiroteio em 2007, o pior da história dos Estados Unidos, com 32 mortos.

Em Washington, onde trabalhava num hospital militar antes de ser transferido para o Texas, frequentava uma mesquita pelo menos uma vez por dia, segundo o imã Faizul Khan, que explicou ao jornal que o psiquiatra era muito envolvido com a religião.

"Mas não havia nada de extremista em suas perguntas. Nunca demonstrou qualquer frustração ou ânsia de vingança", explicou.

Um ex-colega do atirador afirmou o contrário, e contou à Fox News que muitas vezes havia expressado o desejo de ver os muçulmanos combatendo o agressor no Iraque e no Afeganistão.

Em sua declarações à imprensa, o general Cone não quis excluir a hipótese de um ato terroristas, mas afirmou que os elementos ainda não apontavam nessa direção.

Já o presidente Barack Obama qualificou o ataque de "terrível ato de violência".

"Meus pensamentos e minhas orações estão com os feridos e com as famílias dos mortos". "Ver cair estes bravos americanos no campo de batalha no exterior já é bastante difícil, mas vê-los tombar em uma base militar no solo americano é aterrador", disse Obama.

O ministério da Segurança Interna, responsável pela luta contra o terrorismo, assinalou que ainda "é muito cedo" para determinar a causa do incidente.

O secretário americano da Defesa, Robert Gates, "acompanha a situação de perto e já apresentou suas condolências às famílias das vítimas", revelou um porta-voz do Pentágono.

Gates garantiu que o departamento da Defesa "fará todo o possível para ajudar a comunidade de Fort Hood a atravessar estes momentos difíceis".

O secretário do Exército, John McHugh, qualificou o ataque de "terrível tragédia".

Em Washington, a Câmara de Representantes e o Senado observaram um minuto de silêncio pelas vítimas do tiroteio na base militar.

Situada no coração do Texas, 100 km ao norte da capital Austin, Fort Hood é a maior base do Exército americano, com cerca de 880 km2.

Fort Hood possui programas de reabilitação para soldados que sofrem da síndrome de estresse pós-traumático, especialmente os procedentes do Iraque e do Afeganistão.

A base abriga o III Corpo do Exército, a IV Divisão de Infantaria e a I Divisão de Cavalaria, unidades com intensa participação na guerra do Iraque.

O complexo de Fort Hood reúne mais de 40 mil militares e milhares de civis, sendo o maior empregador do Estado do Texas.

A base sempre foi descrita pelos comandos militares americanos como um exemplo de segurança, e é a única capaz de abrigar, simultaneamente, duas divisões do Exército.

str-bar/cn





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