O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu aos demais líderes mundiais que não deixem de participar na conferência sobre o clima de Copenhague para desbloquear as discussões bloqueadas por várias divergências e anunciou que conversará com seu colega americano Barack Obama para convencê-lo a comparecer ao encontro, segundo matéria do jornal Financial Times desta sexta-feira.
"Não podemos chegar a um acordo por falta de liderança", declarou Lula em uma entrevisa ao jornal econômico britânico. "As discussões estão a cargo dos assessores, mas é melhor que os primeiros-ministros e presidentes digam sim ou não", acrescentou.
Lula, que na véspera finalizou uma visita de dois dias a Londres, assinalou que na próxima semana falará com Obama para incentivá-lo a viajar à capital dinamarquesa para os dois últimos dias desta conferência que a ONU realizará de 7 a 18 de dezembro.
Além de Obama, o presidente brasileiro considerou essencial a participação dos líderes da China e da Índia, os dois países que, junto com o Brasil e a Rússia, formam o grupo conhecido como BRIC.
Como Lula, que condicionou sua participação na conferência a de outros líderes mundiais, nenhum deles confirmou ainda sua presença em Copenhague.
O objetivo da conferência é concluir um novo acordo mundial de luta contra a mudança climática que prolongue e acentue os esforços do Protocolo de Kyoto, depois que expirar em 2012.
Inúmeros pontos bloqueiam as negociações, entre eles qual o grau de compromisso que devem assumir os países ricos em termos de emissões de gases estufa e como entram no acordo os Estados Unidos, que não aprovaram Kyoto, e os países em desenvolvimento, alguns deles grandes emissores como Brasil, China e Índia.
O Brasil, que exige um compromiso claro dos países ricos tanto em termos de redução de emissões como de ajuda financeira aos países em desenvolvimento, não definiu ainda oficialmente as propostas que levará à reunião.
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