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Grupo do Rio analisa crise política de Honduras e aprova entrada da Jamaica

06/11 - 00:35 - EFE

EFE - v1

Montego Bay (Jamaica), 5 nov (EFE).- Os ministros das Relações Exteriores da América Latina e Caribe aprovaram hoje por aclamação a entrada da Jamaica no Grupo do Rio e analisaram a crise política de Honduras na XXVIII reunião ministerial que concluiu hoje na Jamaica.

Os chanceleres latino-americanos e caribenhos examinaram também, a portas fechadas, um novo mecanismo de integração para a região, aspecto que fará parte da agenda da Cúpula presidencial que será realizada no próximo ano em Cancún, México.

A Jamaica participava do Grupo do Rio como representante da Comunidade do Caribe (Caricom) e na reunião de 2008 considerou que este organismo deveria se transformar em uma instituição de lobby, para o desenvolvimento da região negociando com outros blocos econômicos internacionais.

A crise política de Honduras e o acordo alcançado pelas partes em conflito em outubro passado foi outro dos temas discutidos pelos diplomatas da região.

"Se debateu a situação em Honduras e se ratificou o conteúdo de diferentes resoluções do Grupo do Rio, a OEA e a ONU, em que as que se condenou a ruptura da ordem constitucional e o restabelecimento dessa ordem", explicou o chanceler salvadorenho, Hugo Martínez.

Os discursos dos ministros se orientaram ao apoio do acordo de Honduras, para que seja implementado de maneira integral, o que inclui a restituição no poder do presidente deposto, Manuel Zelaya, no marco de um Governo de união nacional.

O chanceler do Paraguai, Héctor Lacognata, solicitou também a inclusão de uma discussão sobre migração na agenda da próxima Cúpula de Presidentes do Grupo do Rio no México.

"Como os senhores sabem, nos últimos 25 anos se consolidaram novas pautas migratórias internacionais que contribuíram para que os movimentos migratórios assumam um nível de globalização nunca conhecido na história. A migração jamais tinha tido tanta difusão, nem tinha adquirido tanta relevância política e socioeconômica como atualmente", assinalou o ministro paraguaio.

Nossos "compatriotas -acrescentou- emigram na busca de melhores condições e oportunidades, por questões políticas ou outros motivos mais ou menos traumáticos, que geram situações sociais e econômicas novas tanto nos países de origem como nos países que os recebem".

Além disso, o chanceler argentino, Jorge Taiana, expressou sua satisfação pela aprovação pelo Grupo do Rio de uma declaração de apoio à declaração de soberania sobre as Ilhas Malvinas.

"Esta nova manifestação de solidariedade regional se soma ao firme apoio que recebe a Argentina em todos os fóruns internacionais, regionais e multilaterais, o qual contribuirá, sem dúvidas, a que o Reino Unido atue com a responsabilidade que se espera de todo Estado democrático comprometido com a solução pacífica das controvérsias", acrescentou.

Durante a reunião ministerial, o México, que tem a secretária pró tempore do Grupo do Rio, apresentou um relatório de trabalho sobre as diferentes gestões que se realizaram durante seu mandato.

Além disso, se apresentou um relatório sobre os aspectos gerais da Cúpula de presidentes do Grupo do Rio que será realizada no México, em fevereiro de 2010.

"Se falou da ideia de uma nova institucionalidade para integrar esforços, mas sem mencionar ainda nomes nem como se integrariam esses esforços. Será um ponto central da cúpula", informou o diplomata salvadorenho.

O Governo mexicano colocou a criação de uma nova organização com base na convergência entre o Grupo do Rio e a CALC.

Outra das propostas é a União da América Latina e Caribe que surgiu na I Cúpula da América Latina e o Caribe (CALC) para a Integração e Desenvolvimento em 2008.

O Grupo do Rio se reuniu em Montego Bay, no oeste da Jamaica, em paralelo à jornadas técnicas da CALC.

A reunião ministerial da CALC se realizará amanhã e os chanceleres debaterão os assuntos que integrarão a agenda da cúpula de Presidentes dos países-membros desse organismo, que será celebrada no México, em fevereiro de 2010, simultaneamente com a cúpula do Grupo do Rio.

Os temas que figuram na agenda da sexta-feira são o desenvolvimento sustentável, a cooperação, a erradicação da pobreza, a promoção social, a justiça e democracia. EFE hh/fk




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