Roma, 6 nov (EFE).- Os parlamentares italianos poderão se submeter, caso queiram, a um exame antidrogas a partir da próxima segunda-feira com o objetivo de limpar a imagem da política local após os recentes escândalos.
O subsecretário do conselho de ministros para a Presidência e responsável pela política antidrogas do Governo italiano, Carlo Giovanardi, convidou os parlamentares a passarem pelo teste em uma iniciativa que vai até o próximo dia 17.
A proposta chega depois do escândalo do uso de cocaína e de sexo com transexuais envolvendo o presidente da região do Lácio, Piero Marrazzo, que o levou a apresentar sua renúncia.
Em 2007, o deputado da União de Democratas-cristãos e de Centro (UDC) Cosimo Mele renunciou ao cargo após a descoberta de que passou uma noite em companhia de uma prostituta e que supostamente consumiu cocaína.
Porém, o maior escândalo explodiu em 2006, quando o programa de televisão "Le Iene" ("As Hienas") submeteu 50 deputados italianos a exames antidrogas sem avisá-los. Dezesseis testes deram positivo.
Para limpar a imagem da política italiana, os parlamentares poderão passar pelo exame para "demonstrar que não é verdade que se usam drogas no Parlamento", acrescentou Giovanardi, segundo o qual já há muitos pedidos de parlamentares para realizar o teste.
O prefeito de Roma, Gianni Alemano, se antecipou à iniciativa e fez o exame ontem.
No final, o Governo comunicará os resultados dos testes, mas sem dar nomes.
Cada parlamentar decidirá se divulga ou não os resultados de seu próprio exame. EFE ccg/bba
