Washington, 6 nov (EFE)- As autoridades militares evitaram hoje especular as causas que levaram Nidal Malik Hassan, um médico psiquiatra militar de origem jordaniana, a abrir fogo na base de Fort Hood, no Texas (EUA), em uma ação que causou a morte de 13 pessoas.
Por enquanto, segundo as autoridades militares disseram em entrevista coletiva convocada esta manhã no Texas, a investigação está em andamento e o agressor se encontra vivo e hospitalizado em condição estável.
As autoridades mantiveram hoje em 13 o número de vítimas fatais do tiroteio e disseram que há 28 feridos, que são agora sua "máxima preocupação".
As vítimas fatais são, segundo disseram, 12 militares e um civil.
A metade dos hospitalizados teve que fazer cirurgia.
Na entrevista coletiva, o coronel John Rossi e seu colega médico Steve Braveman disseram que as autoridades estão concentradas agora em três aspectos: o tratamento dos feridos, a segurança da base do Exército e a notificação aos familiares das vítimas.
Acrescentou que a informação inicial de que o atacante tinha morrido - o que se manteve durante várias horas - foi porque, quando Nidal Malik Hassan começou a atirar em um recinto, onde havia cerca de 400 pessoas, aconteceu não só pânico, mas uma grande confusão, que levou ao erro.
Destacaram que os militares nesta área da base não usam armas, mas que os oficiais estão autorizados a ter seu próprio armamento.
A base militar não foi fechada e tenta recuperar, na medida do possível, a normalidade.
O ataque aconteceu às 13h30 (17h30 de Brasília) da quinta-feira no centro de preparação desta base militar, que possui cerca de 42 mil soldados e é a maior dos Estados Unidos no mundo todo.
Malik Hassan, que estava com uma arma curta, abriu fogo nas instalações deste centro, que recebe os soldados que estão a ponto de serem enviados à frente de batalha e que estavam fazendo uma última revisão médica. EFE mla/an
