Os Estados Unidos reconhecerão o resultado das eleições em Honduras, mesmo se não ocorrer a restituição do presidente deposto, Manuel Zelaya, garantiu nesta quinta-feira o senador republicano Jim DeMint, que afirma ter "garantias" do governo.
"A secretária (de Estado) Clinton e o subsecretário (para América Latina) Thomas Shannon me garantiram que os Estados Unidos reconhecerão o resultado das eleições hondurenhas, com ou sem Manuel Zelaya" na presidência, assinalou DeMint.
Este reconhecimento ocorrerá, do mesmo modo, se "a votação para restituir Zelaya (no Congresso) acontecer antes ou depois de 29 de novembro", data da eleição em Honduras, disse DeMint, senador pela Carolina do Sul.
O Congresso hondurenho já manifestou sua intenção de consultar a Suprema Corte antes de votar a restituição de Zelaya, derrubado por um golpe de Estado em junho passado, após tentar impor a reeleição presidencial, algo proibido pela Constituição.
Com este compromiso, DeMint promete suspender suas objeções à nomeação de Arturo Valenzuela como subsecretário para América Latina, e a de Thomas Shannon para embaixador no Brasil.
DeMint vetou em julho passado as duas nomeações, realizadas pelo presidente Barack Obama.
"Finalmente, o governo Obama corrigiu sua política equivocada em relação a Honduras", disse o senador.
"Acredito que a secretária Clinton e que o senhor Shannon manterão sua palavra, mas isto é o princípio do processo, e não o final. Vigiarei atentamente as eleições e continuarei acompanhando estreitamente as futuras ações do nosso governo em relação a Honduras e à América Latina".
Graças a este "compromisso", o governo que assumir o poder em Honduras em janeiro "poderá contar com o pleno apoio dos Estados Unidos e, espero, de toda a comunidade internacional".
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