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Autor do massacre em base militar americana era psiquiatra do exército

05/11 - 23:49 - EFE

EFE - v1

Washington, 5 nov (EFE).- O comandante Nidal Malik Hassan, autor do massacre cometido hoje na base militar americana de Fort Hood, no Texas, era um psiquiatra especialista em transtornos de estresse pós-traumático que estava prestes a partir para o front de batalha.

Segundo o jornal "The New York Times", o comandante Hassan nasceu na Virgínia, tinha 40 anos, e não tinha preferência religiosa confessada.

Antes de ser destinado a Fort Hood trabalhou no Centro de Estudos sobre o Estresse Traumático como médico especializado em situações de desastre.

O militar estava prestes a ser enviado para o Iraque ou Afeganistão, ordem que lhe deixou "muito chateado", revelou a senadora republicana Kay Bailey, do Texas, à rede "NBC".

Os transtornos de estresse pós-traumático se transformaram em um grave problema de saúde e são, segundo fontes médicas, a origem principal do alto número de suicídios no Exército dos EUA Segundo fontes militares, o psiquiatra vinha recebendo qualificações baixas por seu trabalho em um hospital da instalação militar de Fort Hood, a maior do Exército americano no mundo.

O comandante, nascido nos EUA mas de origem jordaniana, era investigado pelas autoridades por comentários preocupantes que tinha publicado na Internet.

Nesses comentários o comandante falava sobre ataques suicidas e outras ameaças.

Segundo as autoridades federais, em um dos comentários na Internet que chamou a atenção das autoridades o militar comparava às pessoas que se suicidam em um atentado com um soldado que se lança sobre uma granada a ponto de explodir para salvar a vida de seus camaradas.

Malik Hassan, promovido à categoria de comandante em maio deste ano, foi morto hoje após abrir fogo indiscriminado contra vários companheiros no centro de preparação da base, que acolhe precisamente aos soldados que vão ser enviados ao front.

Doze pessoas morreram e outras 31 ficaram feridas.

Por enquanto se desconhece se Malik Hassan estava participando de maneira ativa no tratamento de soldados com transtornos de estresse pós-traumático.

A imprensa local disse que as autoridades militares lançaram uma investigação para determinar por que o militar estava em posse de armas se não as necessitava para realizar suas tarefas profissionais. EFE ojl/fk




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