iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Brasil adia decisão sobre metas para conferência de Copenhague

03/11 - 17:50 - EFE

EFE - v1

Brasília, 3 nov (EFE).- O Governo federal discutiu hoje os quatro temas nos quais centrará sua proposta sobre a redução de emissões de gases poluentes para a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, mas adiou a definição de metas concretas para uma nova reunião marcada para o próximo dia 14.

Os ministros reunidos decidiram concentrar os esforços do Brasil em deter o desmatamento da Amazônia e de outros ecossistemas e em reduzir a geração de gases nas áreas de siderurgia, energia e agropecuária, anunciou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em entrevista coletiva posterior ao encontro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"O Brasil está disposto ao maior esforço possível para que a reunião de Copenhague seja bem sucedida", afirmou Dilma.

A única proposta concreta já decidida é a redução do desmatamento da Amazônia em 80% até 2020, embora haja a expectativa de estender as metas de controle das taxas de destruição para outros ecossistemas, como a Mata Atlântica, o Pantanal e o Cerrado.

Segundo os cálculos do Governo, a diminuição do desmatamento na Amazônia, principal fonte de emissões poluentes no Brasil, significaria deixar de lançar na atmosfera 580 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2) por ano.

As metas para os outros três setores ainda não foram definidas e pode ser que não haja um dado concreto, mas "linhas gerais" que não impeçam o desenvolvimento econômico do país.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que na reunião de hoje foram apresentadas situações que levaram em conta cenários de crescimento econômico de 5% e 6% ao ano.

A proposta mais ambiciosa foi a apresentada pelo Ministério do Meio Ambiente, que propõe uma redução de 40% das emissões em um cenário de crescimento da economia de 4%.

Segundo Minc, a contribuição da agricultura será "fundamental" com ações de manejo sustentável e recuperação de áreas degradadas.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que parte das ações de mitigação das emissões vai depender de financiamento internacional, especialmente no que diz respeito ao controle do desmatamento.

De acordo com Amorim, o Banco Mundial calculou que os países em desenvolvimento precisarão de US$ 400 bilhões anuais para fazer frente à mudança climática e, até agora, apenas a União Europeia (UE) ofereceu uma contribuição de US$ 140 bilhões. EFE mp/bba




US Multimídia


Publicidade


Enquete


 

Contador de notícias