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Parlamento Panafricano condena massacre em Guiné

31/10 - 14:10 - EFE

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Johanesburgo, 31 out (EFE).- O Parlamento Panafricano condenou hoje o massacre de pelo menos 250 opositores realizada por militares e policiais em 28 de setembro na Guiné e denunciou como inválidas e nulas as recentes eleições no Níger, informou o organismo, em comunicado.

O Parlamento, reunido em Johanesburgo, lembra que, embora o chefe da Junta Militar golpista de Guiné, o capitão Moussa Dadis Camara, tenha negado sua responsabilidade, seu regime foi acusado de "violações maciças dos direitos humanos" por esses fatos, nos quais mais de mil pessoas também ficaram feridas.

Por este motivo, o Parlamento Panafricano pede que os militares de Guiné, que ocuparam o poder em um golpe de estado em dezembro do ano passado, não se apresentem às próximas eleições previstas para janeiro, como Camara pretende, e que convoquem "novas e críveis eleições supervisionadas e seguidas pela União Africana (UA)".

A moção dos parlamentares africanos também mostra sua preocupação pela situação de Níger e denuncia as recentes eleições, promovidas pelo presidente Tandja Mamadou, como "inválidas e nulas", ao serem convocadas de maneira inconstitucional.

A moção lembra que a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) condenou o massacre em Guiné e as eleições no Níger, e que impôs sanções a ambos os países.

Na nota, o Parlamento Panafricano indica que alguns membros do organismo "sugeriram a criação de um comitê especial para investigar e determinar o que está acontecendo na África Ocidental". EFE cho/an




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