Pequim, 20 out (EFE).- O Governo chinês anunciou hoje que começou as operações para resgatar ao cargueiro "De Xin Hai", sequestrado por piratas a 700 milhas da costa leste da Somália, mas manterá a máxima confidencialidade sobre o assunto.
Segundo explicou hoje em entrevista coletiva o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores Ma Zhaoxu, Pequim dá "grande importância a este caso".
O cargueiro, de 40 mil toneladas e com bandeira chinesa, transportava carvão entre África do Sul e Índia quando foi sequestrado com 25 marinheiros a bordo.
"Depois do incidente, o Ministério de Assuntos Exteriores e as agências implicadas lançaram conjuntamente um mecanismo de contingência e ordenaram às missões chinesas em países estrangeiros que verificassem seu desenvolvimento", apontou o porta-voz.
No entanto, Ma não quis especificar os detalhes da operação desdobrada pela China alegando que "está em curso".
O jornal oficial China Daily citou hoje um porta-voz das forças armadas da UE na zona, que declarou que o avião europeu Navfor de patrulha marítima, que opera das ilhas Seychelles, localizou o cargueiro e viu piratas a bordo e algumas lanchas utilizadas na abordagem.
"O Ministério de Assuntos Exteriores lançou um aviso lembrando aos navios chineses que não se aproximem das águas implicadas para evitar perigo ou danos", concluiu o porta-voz chinês.
Segundo informou hoje o diário "Xin Beijing", a Marinha chinesa analisa um projeto de resgate do navio e o Ministério de Transporte anunciou que os organismos governamentais correspondentes desenvolvem esforços para liberar a embarcação.
China faz parte dos 12 países que enviaram nos últimos anos patrulhas militares às águas do Golfo de Áden e também em missão de escolta de segurança contra o aumento da pirataria na costa da Somália.
Durante 2008, 20% dos 1.265 navios chineses que passaram pelas águas do golfo de Áden foram atacados. EFE gmp/fk
