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01/08 -
14:19
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Redação com agências internacionais
IRÃ - Um importante representante do campo reformista iraniano, julgado neste sábado junto a outras 100 pessoas pelos protestos contra a reeleição do presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad, disse que as denúncias de fraude apresentadas pela oposição são falsas.
| AP |
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| Iranianos detidos em protestos pós-eleições são julgados |
Um mês e meio depois das manifestações violentamente reprimidas pelo governo, que acusavam o governo de ter fraudado as eleições presidenciais, o tribunal revolucionário organiza o primeiro julgamento dos presos. Ao todo, foram duas mil pessoas detidas, mas a maioria já foi libertada.
Os dois principais candidatos da oposição, Mir Hossein Moussavi e Mehdi Karubi, se recusaram a aceitar o resultado das eleições, acusando Ahmadinejad de fraude e incentivando os protestos.
"Digo a todos os meus amigos, e a todos os amigos que nos ouvem, que a questão da fraude é uma mentira criada para provocar distúrbios com a intenção de transformar o Irã em (um país como) Afeganistão e Iraque, amargando prejuízos e sofrimentos", declarou Mohamad Ali Abtahi, ex-vice-presidente do reformista Mohamad Khatami (1997-2005).
Se estes planos se concretizassem, "não restaria nem o nome nem o rastro da Revolução Islâmica" de 1979, acrescentou Abtahi, que trabalhou como assessor de Mehdi Karubi durante a campanha eleitoral.
Segundo Abtahi, Moussavi e o ex-presidente Akbar Hachemi Rafsanyani (1989-1997) haviam "jurado" ser solidários.
| AFP |
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| Mohammad Ali Abtahi |
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