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EFE
Dacar - Dados e informações sobre a República do Congo, que realiza eleições presidenciais amanhã:
NOME OFICIAL: República do Congo, também conhecida como Congo-Brazzaville.
LOCALIZAÇÃO: Centro-oeste da África. Faz fronteira a leste com a República Democrática do Congo (RDC), a oeste com o Gabão e a norte com República Centro-Africana e Camarões. O país conta com 169 quilômetros de costa atlântica no sul.
SUPERFÍCIE: 342 mil quilômetros quadrados.
POPULAÇÃO: 3,8 milhões (2008). Possui 70 grupos étnicos. Congos (48%), sangos (20%), bateques (17%), embochis (12%) e outros (3%).
PRINCIPAIS CIDADES: Brazzaville (capital) e Pointe-Noire (centro financeiro).
IDIOMAS: Francês (oficial), quicongo e lingala.
MOEDA: Franco CFA.
RELIGIÃO: Cristianismo 89,6% (católicos, 49,7%) e crenças tradicionais (5,1%).
FORMA DE GOVERNO: República presidencialista. A Constituição data de janeiro de 2002 e substitui a de 1992. Parlamento bicameral.
PARTIDOS POLÍTICOS: Partido Congolês do Trabalho (PCT); União Panafricana pela Democracia Social (Upads); Movimento Congolês pela Democracia e Desenvolvimento Integral (MCDDI); União das Forças Democráticas (UFD); Reunificação para a Democracia e o Progresso (RPDS) e Espaço Republicano para a Defesa da Democracia e a União Nacional (Erdun).
FORÇAS ARMADAS: Em 2007, o Exército possuía oito mil homens, a Marinha 800 e a Areonáutica 1.200.
ECONOMIA: Em 2006, o Produto Interno Bruto chegou a US$ 7,4 bilhões. O setor petroleiro representa 65% do PIB, 86% da receita fiscal e 90% das exportações, segundo o Banco Mundial.
HISTÓRIA E EVOLUÇÃO POLÍTICA: Antiga colônia francesa, fez parte do reino do Congo, que França e Bélgica dividiram em 1885 ao estabelecerem como fronteira natural o rio Congo.
Obteve apenas em 1958 a autonomia, o que acabou na proclamação da independência, em agosto de 1960.
Entre 1964 e 1968, o Movimento Nacional da Revolução (MNR), do então presidente Massamba-Débat, foi o partido único.
Após um golpe liderado por Marien Ngouabi, em 1968, o MNR é substituído pelo marxista-leninista Partido Congolês do Trabalho (PCT). Um ano depois, o país passa a se chamar República Popular do Congo, nome que manteve até 1992.
Em 1977, em um novo golpe, Ngouabi é assassinado e, dois anos mais tarde, o PCT nomeia Denis Sassou-Nguesso como presidente. Ele acaba governando o país em dois períodos: de 1979 a 1992 e de 1997 até agora.
O PCT abandona o marxismo em 1990. Em seguida, é adotado o pluripartidarismo e, em março de 1992, é aprovada uma nova Constituição em plebiscito. Pascal Lissouba vence as eleições presidenciais e fica no poder até 1997.
Desde então, aconteceram sangrentos enfrentamentos, em três ondas sucessivas (1993, 1997 e 1998-99), entre o Exército e as principais milícias: "Os Cobras", liderados por Sassou-Nguesso; "Os Cocoyes", comandados por Lissouba; e "Os Ninjas", liderados inicialmente por Bernard Kolelas (ex-primeiro-ministro) e depois pelo pastor protestante Frederik Ntumi.
Após uma conferência de paz em dezembro 2001, é aprovada uma nova Constituição, em janeiro de 2002, que amplia os poderes do presidente.
Sassou-Nguesso, líder do PCT, vence as eleições de 2002, que não tiveram supervisão de observadores internacionais e que a oposição qualificou como fraudulentas.
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