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16:48
, atualizada às 16:49 10/07 -
Ansa
SANTIAGO DO CHILE - O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, afirmou hoje que as equipes de negociação sobre a situação política de Honduras, reunidas na Costa Rica, mantêm uma postura "intransigente".
Para Insulza, isso revela a "falta de vontade de discutir as coisas". Em entrevista concedida em Washington para a rádio chilena Cooperativa, o secretário-geral da OEA relatou que recebeu uma ligação sobre como a posição dos negociadores estava "muito mais rígida".
"Esperava que houvesse uma certa abertura nas conversas entre o governante de facto [Roberto Micheletti] e o presidente [Manuel] Zelaya, ou com o presidente [da Costa Rica, Oscar] Arias", lamentou Insulza.
O representante da OEA afirmou não acreditar que os diálogos na Costa Rica entre as duas delegações consigam chegar a um acordo que resolva a instabilidade política de Honduras, que recrudesceu após o golpe de Estado que destituiu Zelaya no dia 28 de junho.
Insulza também comentou as acusações feitas por Micheletti de que a OEA é "intransigente" em relação ao governo nomeado pelo Congresso de Honduras. "O que ninguém quer aceitar é que houve um golpe militar", respondeu Insulza. "O que é tirar a empurrões um presidente de sua casa na madrugada de um domingo e expulsá-lo do país?", questionou.
O secretário da OEA lembra ainda que, "legalmente, o Congresso pode declarar que o presidente encerrou suas funções, porém não pode fazê-lo depois que já o expulsaram do país".
Ontem, Arias mediou as primeiras reuniões em busca de uma solução para o impasse em Honduras. O presidente da Costa Rica se encontrou por três horas com Micheletti e por cerca de meia hora com Zelaya.
Hoje as conversas devem prosseguir, porém nem o chefe do governo golpista e nem o presidente deposto estarão presentes.
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