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Crise põe em risco conquistas na luta contra a aids, diz ONU

06/07/2009 - 16:06 - EFE

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Genebra, 6 jul (EFE).- A crise econômica mundial põe em perigo as conquistas dos últimos anos na luta contra a expansão da aids e no tratamento das pessoas infectadas pelo vírus, alertou hoje o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids, em inglês).

O Unaids mostra que, segundo as estimativas, se espera um crescimento da mortalidade e da morbidade, uma interrupção inesperada dos tratamentos, uma dificuldade de acesso aos mesmos e um maior risco de contágio.

Estas são as conclusões de um estudo realizado pela Unaids em 71 países onde residem 3,4 milhões de pessoas submetidas a tratamento antirretroviral, um terço dos pacientes que o necessitam.

O relatório indica que a mortalidade e a morbidade aumentarão porque "não serão cumpridos os compromissos financeiros de apoio à intensificação do acesso ao tratamento antirretroviral".

Além disso, o documento mostra que os serviços de saúde pública se saturarão no momento em que os cortes orçamentários vierem com mais força, dado que aumentarão as consultas e internações por doenças relacionadas à aids.

Todos os consultados concordaram que "o caráter acessível dos tratamentos anti-retrovirais" deve ser prejudicado futuramente por várias razões.

Entre elas estão o aumento do preço por culpa da depreciação da taxa de câmbio; a diminuição do acesso aos alimentos, aspecto chave para o sucesso do tratamento; a falta de disponibilidade de remédios por causa das restrições orçamentárias e o corte na ajuda externa.

Em 31% dos países incluídos na pesquisa, o que corresponde a 1,8 milhão de soropositivos, os participantes da enquete esperam que haja repercussões negativas nos tratamentos este ano.

Além disso, os entrevistados em 11% dos países asseguram que as consequências já estão sendo sentidas.

Por regiões, até o momento há o consenso de que a crise terá efeitos na África Subsaariana, Europa Oriental, Europa Central e Caribe.

Segundo os últimos dados, 33 milhões de pessoas vivem no mundo com o HIV. EFE mh/bba




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