05/07/2009 -
13:32
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AFP
WASHINGTON - O presidente deposto de Honduras Manuel Zelaya confirmou em Washington que partirá neste domingo para Honduras, como havia anunciado no sábado, apesar das ameaças do governo interino, que proibiu a aterrissagem de seu avião em solo hondurenho.
Zelaya foi preso por militares e expulso do país no domingo passado, por ter tentado organizar um referendo sobre a possibilidade de um segundo mandato presidencial, medida considerada ilegal pela Suprema Corte.
O presidente eleito hondurenho está em Washington, acompanhando a reunião de emergência da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Zelaya conclamou seus correligionários a ir às ruas recebê-lo, mas adotou um tom apaziguador, ao dizer que o façam "desarmados".
O líder deposto usou termos fortes para se referir aos representantes do governo interino, chamando-os de "Judas, que me beijaram no rosto, para, em seguida, realizar um forte golpe contra nosso país e nossa democracia".
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