05/07/2009 -
14:12
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Redação com agências internacionais
WASHINGTON - O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, afirmou que irá voltar neste domingo ao país, acompanhado do presidente da Assembleia Geral da ONU Miguel D'Escoto, em desafio ao governo interino que o espera em Honduras com ordens de prisão. Além disso, o presidente deposto disse que uma comissão integrada pelos presidentes do Equador, Rafael Correa, da Argentina, Cristina Kirchner, e do Paraguai, Fernando Lugo, irá viajar para El Salvador.
"Hoje, duas comissões sairão para Honduras. Uma diretamente para Tegucigalpa, que será encabeçada por seu servidor, o presidente de Honduras", disse Zelaya em uma entrevista coletiva em Washington.
"Vou acompanhado diretamente por personalidades, de forma especial quero mencionar o presidente da assembleia das Nações Unidas, o padre Miguel D'Escoto", acrescentou.
Governo interino
O chanceler do governo interino de Honduras, Enrique Ortez, anunciou que as autoridades não pretendem permitir a aterrissagem do avião do presidente deposto Manuel Zelaya.
O anúncio do presidente foi feito em uma gravação enviada à emissora de televisão regional Telesur.
Em uma entrevista à BBC, a vice-chanceler hondurenha, Martha Lorena de Casco, afirmou que, se o líder afastado regressar, "nós estaremos em uma situação muito ruim, porque ele será preso imediatamente".
Zelaya conclamou seus correligionários a ir às ruas recebê-lo, mas adotou um tom apaziguador, ao dizer que o façam "desarmados".
O líder deposto usou termos fortes para se referir aos representantes do governo interino, chamando-os de "Judas, que me beijaram no rosto, para, em seguida, realizar um forte golpe contra nosso país e nossa democracia".
Suspensão
| AP |
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Secretário-geral da OEA, Jose Miguel Insulza, fala em coletiva de imprensa, |
A Organização dos Estados Americanos (OEA) havia decidido, na manhã deste domingo, por unanimidade, suspender Honduras da entidade. A medida foi anunciada um dia antes da anunciada volta a Honduras do presidente deposto Manuel Zelaya.
A suspensão do país da OEA ocorreu diante da recusa do país centro-americano de reconduzir Zelaya à presidência, mesmo após uma tentativa de negociação por parte do secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, que esteve em Honduras no sábado.
Com isso, Honduras é o segundo país na história da OEA a ser suspenso da entidade. O primeiro foi Cuba, que foi retirado da instituição em 1962, quando o então presidente cubano, Fidel Castro, anuciou que Cuba era um país comunista.
Já antevendo a provável reação por conta da entidade, Honduras já havia anunciado a sua retirada unilateral da organização.
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