04/07/2009 -
12:33
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EFE
BUENOS AIRES - O vice-presidente argentino, Julio Cobos, confirmou que será candidato a presidente em 2011. Ele também considerou que "seria um alívio" a renovação do gabinete do governo, com o qual está em conflito há um ano.
Em entrevistas publicadas, neste sábado, pela imprensa local, Cobos voltou a questionar a presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, ao considerar que "não ouviu a mensagem das urnas ou não quer reconhecer", em referência à dura derrota do governo nas eleições legislativas realizadas no domingo.
"Eu a considero uma mulher inteligente e qualquer um que está na política interpreta que, depois desse resultado, é preciso retificar o rumo", disse Cobos. O vice obteve uma ampla vitória no pleito na província de Mendoza, sua terra natal, onde se apresentou a força que lidera.
O vice-presidente opinou que "renovar grande parte do gabinete daria à presidente a força necessária" para continuar seu mandato, que termina em 2011.
Cobos fez estas declarações depois da derrota sofrida por Néstor Kirchner, antecessor e marido da presidente argentina, nas eleições legislativas, o que gerou uma crise no governante Partido Justicialista (PJ, peronista).
Na segunda-feira, um dia depois da derrota, Graciela Ocaña renunciou ao cargo como ministra da Saúde, em meio ao explosivo avanço da gripe suína no país.
Além disso, na quarta-feira passada, seguiu os mesmos passos o polêmico Ricardo Jaime, que era secretário dos Transportes.
Kirchner renunciou. na segunda-feira. à presidência do PJ e, em seu lugar, assumiu Daniel Scioli, governador da província de Buenos Aires e segundo na lista do governo durante as eleições legislativas, atrás do ex-presidente argentino.
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