01/07/2009 -
14:20
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Redação com agências internacionais
TEGUCIGALPA - O governo interino de Honduras afirmou nesta quarta-feira que "não existe a mais remota possibilidade" de o presidente deposto Manuel Zelaya voltar ao poder depois do golpe de Estado de domingo, desafiando a pressão internacional pela volta do líder de esquerda.
Enrique Ortez, ministro das Relações Exteriores do governo interino de Honduras que assumiu após o golpe, disse que Zelaya será preso se voltar ao país.
A Organização dos Estados Americanos (OEA) concedeu um prazo de até 72 horas a Honduras para que Zelaya retorne ao poder ou o país será suspenso do grupo.
A OEA condenou o golpe que derrubou o presidente Manuel Zelaya no domingo e exigiu o "imediato, seguro e incondicional retorno do presidente a suas funções constitucionais". A entidade afirmou que "nenhum governo resultante dessa interrupção inconstitucional será reconhecido".
Volta de Zelaya
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, afirmou que voltará a seu país, após o ultimato de 72 horas imposto pela OEA para sua restituição, e disse que, se os militares quiserem "executá-lo ou assassiná-lo", que o povo os julgue.
"Vou retornar a Honduras, eu sou o presidente", disse Zelaya, ao fim de uma entrevista coletiva organizada após o 37º período extraordinário de sessões da Assembleia Geral da OEA.
Zelaya disse que esperará que termine o ultimato de 72 horas para "continuar este processo" e para não prejudicar os esforços diplomáticos para resolver a crise, mas não precisou a data.
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