30/06/2009 -
15:44
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Redação com agências internacionais
TEGUCIGALPA - O governo interino de Honduras disse nesta terça-feira que se o presidente deposto, Manuel Zelaya, voltar ao país, será preso para enfrentar um julgamento.
"Já temos as ordens de prisão prontas para que fique em Honduras e seja julgado de acordo com as leis da República", afirmou o chanceler interino, Enrique Ortez, em entrevista à rede CNN em espanhol.
Ortez disse que Zelaya sofre acusações em Honduras por crime organizado, desvio de recursos, narcotráfico e violações à Constituição. O presidente deposto foi levado para a Costa Rica ,após ser expulso do seu país por militares no domingo.
| AP |
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Zelaya participa de Assembleia Geral da ONU |
Zelaya pretende voltar na quinta-feira a Tegucigalpa, acompanhado pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner, o presidente do Equador, Rafael Correa, e o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza.
Ainda não estava claro de onde partiria a missão de acompanhamento a Zelaya. A logística da viagem começaria a ser definida na tarde de terça-feira num encontro de chanceleres em Washington, sede da Organização dos Estados Americanos.
"A ideia é fazer um escudo diplomático" formado por líderes regionais", afirmou Zelaya. Questionado sobre o que garantiria sua segurança em Honduras, ele respondeu: "o sangue de Cristo, minhas convicções, minha conduta".
O presidente deposto disse, ainda, que pretende concluir seu mandato, e não concorrer novamente à Presidência do país.
ONU
Nesta terça-feira, a Assembleia Geral da ONU aprovou, por unanimidade, com os respaldos de Brasil e Estados Unidos, uma resolução que condena o golpe de Estado em Honduras e pede a restituição imediata e incondicional de Manuel Zelaya.
Na resolução, a assembleia da ONU pediu ''com firmeza e categoricamente, que todos os países não reconheçam outro governo que não seja o de Zelaya''.
O voto desta terça-feira na ONU foi saudado pelo líder hondurenho deposto, que estava presente à Assembleia e realizou um discurso qualificando o "golpe" de "atrocidade"
Comunidade internacional protesta contra golpe; assista:
(Com informações da Reuters e da BBC)
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