30/06/2009 -
12:11
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Redação com agências internacionais
TEERÃ - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, saudou sua controvertida reeleição como uma "vitória do povo iraniano" e uma derrota para os inimigos da República Islâmica.
A eleição de 12 de junho desencadeou os mais vigorosos protestos no Irã desde a Revolução Islâmica, de 1979, mas os ultraconservadores retomaram o firme controle do país, o quinto maior exportador de petróleo do mundo e com um programa nuclear que preocupa o Ocidente.
"Esta eleição foi na verdade um referendo. A nação iraniana foi a vitoriosa. Seus inimigos, apesar de sua armação para a derrubada serena do sistema, fracassaram e não puderam atingir seus objetivos", disse Ahmadinejad, segundo a agência estatal de notícias Irna.
O Irã acusa com frequência o Ocidente de tentar promover uma "revolução de veludo" para derrubar o sistema islâmico, em vigor há 30 anos.
Sem mais apelações
O órgão que supervisiona a votação, o Conselho dos Guardiões, descartou na última segunda-feira a possibilidade de nova apelação contra o resultado e afirmou que os que alegam ter havido fraude deveriam ser processados.
"De acordo com a Constituição do Irã, o Conselho dos Guardiões é o principal órgão legislativo para avaliar queixas sobre a eleição. Os membros do Conselho aprovaram por unanimidade o resultado", disse o porta-voz do Conselho, Abbasali Kadkhodai, em entrevista à imprensa.
"O caso da 10ª eleição presidencial está encerrado", disse ele, um dia depois de o Conselho ter desconsiderado as queixas apresentadas por dois candidatos derrotados, Mir Hossein Mousavi e Mehdi Karoubi.
Kadkhodai pediu ao Judiciário que inicie uma ação legal contra aqueles que "espalharam rumores sobre irregularidades na eleição".
Um comunicado publicado no website do ex-primeiro-ministro Mousavi não comentou diretamente a decisão do Conselho, mas fez referência à carta enviada por ele ao conselho dos Guardiões no sábado, na qual repetiu sua demanda de anulação da eleição.
O futuro do Irã
O próximo passo formal é a confirmação de Ahmadinejad na presidência pelo líder supremo do país, Ali Khamenei. Ele fará o juramento no Parlamento algumas semanas depois disso.
Não ficou claro se Mousavi vai prosseguir com sua exigência de cancelamento da eleição -- e arriscar ser preso -- ou aceitar a derrota para Ahmadinejad, que tem o apoio de Khamenei, da Guarda Revolucionária (unidade militar de elite) e de seus partidários, que estão bem posicionados no regime.
O clérigo ultraconservador Ahmad Khatami classificou qualquer um que ainda se oponha à decisão do Conselho como opositor da lei.
"Isso mostra que essas pessoas não querem seguir adiante nos canais legais e gostariam de atingir seus objetivos pela força", disse ele, segundo agência de notícias Fars. Em sermão na sexta-feira, Khatami pediu que os líderes dos "baderneiros" sejam punidos sem misericórdia.
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