28/06/2009 -
06:08
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Redação com agências internacionais
TEERÃ - Oito funcionários locais da embaixada britânica em Teerã foram detidos pela polícia iraniana, acusados de participar dos distúrbios suscitados no país após a polêmica reeleição do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.
Segundo a agência de notícias local "Fars", as oito pessoas "desempenharam um papel importante" na onda de protestos e na violência que sacudiu o Irã desde que foram conhecidos os resultados eleitorais, que a oposição denunciou como fraudulentos.
O regime iraniano acusou os países ocidentais, e em especial Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha, de incentivar os distúrbios e de tentar com isso causar o que denomina como uma "revolução de veludo".
No sábado, o líder de oposição, Mir Houssein Mousavi, segundo colocado nas eleições presidenciais, se recusou a apoiar um plano para a recontagem parcial dos votos.
Mousavi argumenta que as eleições foram alvo de fraude e contesta a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, que teria recebido mais de 60% dos votos, segundo a contagem oficial.
O Conselho de Guardiões, autoridade eleitoral máxima do país, concordou em realizar uma recontagem parcial dos votos em algumas regiões, mas Mousavi afirmou em um comunicado que a melhor solução para o impasse seria a realização de novas eleições.
O conselho deve dar seu parecer definitivo sobre a eleição neste domingo, mas já declarou que a votação foi a mais limpa da história do Irã. Mas Mousavi se recusa a aceitar o resultado e mantém a posição de que a eleição deve ser anulada.
Segundo ele, uma recontagem de votos limitada a apenas parte das urnas, como o Conselho dos Guardiões propôs, não é suficiente para recuperar a confiança da população nem deverá convencer a opinião pública sobre o resultado.
Mousavi disse que a única alternativa que ele estaria preparado a aceitar seria uma revisão total da votação por um órgão independente.
(Com informações da EFE e da BBC Brasil)
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