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Brasil condena golpe militar em Honduras e pede vigília à OEA

28/06/2009 - 15:37 - EFE

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Brasília, 28 jun (EFE).- O Governo condenou hoje "de forma veemente" o golpe militar contra o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, e pediu que a Organização dos Estados Americanos (OEA) se mantenha em vigília permanente.

O Brasil pediu que Zelaya seja "imediata e incondicionalmente" reposto em suas funções, e declarou que esse tipo de ação militar é um "atentado à democracia" e prejudica o desenvolvimento político da região, segundo comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores.

As questões de ordem constitucional devem ser resolvidas "de forma pacífica, pelo diálogo e no marco da institucionalidade democrática", acrescentou a nota.

O chanceler Celso Amorim falou do golpe com diversos embaixadores de outros países em Brasília e ordenou aos representantes brasileiros na OEA que solicitem que o organismo se mantenha em sessão permanente para abordar a crise em Honduras, disseram à Agência Efe porta-vozes do Itamaraty.

O pedido do Brasil será levado hoje mesmo ao secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, que convocou uma reunião extraordinária em Washington depois de ser informado do golpe.

A recusa das Forças Armadas de colaborar com o presidente hondurenho na consulta popular convocada para hoje - sobre uma iniciativa de Zelaya de reformar a Constituição - mantinha o país em uma situação de crise política há dias.

A consulta impulsionada por Zelaya tinha como objetivo perguntar à população se nas eleições de novembro deveria ser colocada uma urna para se decidir sobre a convocação de uma Assembleia Constituinte.

A oposição acredita que a iniciativa tem o propósito de perpetuar o presidente no poder. EFE mp/fr




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