25/06/2009 -
12:00
, atualizada às 12:50 25/06 -
EFE
MOSCOU - O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jaap de Hoop Scheffer, afirmou nesta quinta-feira que a aliança apoia o novo plano do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para a estabilização do Afeganistão.
"No presidente Obama vemos uma pessoa que demonstrou um grande compromisso ao anunciar o envio de mais tropas e especialistas civis" ao Afeganistão, assegurou De Hoop em entrevista coletiva no marco do Conselho de Associação Euro-Atlântica (CEAP) realizado em Astana, capital do Cazaquistão.
O chefe da Otan acrescentou que o plano de Obama "provocou uma reação positiva entre os países aliados e também entre os parceiros" para o Afeganistão.
Mais soldados
Obama anunciou que os Estados Unidos enviarão ao Afeganistão outros 17 mil soldados para combater os talebans e os terroristas da Al-Qaeda, para o que também pediu a estreita cooperação às autoridades do Paquistão.
Além disso, Washington também desdobrará quatro mil oficiais ao país da Ásia Central para treinar as forças de segurança locais.
Por sua vez, ressaltou o interesse da Otan de fortalecer a cooperação com a Organização de Cooperação de Xangai (SCO), integrada por Rússia, China e vários países centro-asiáticos que fazem divisa com o Afeganistão.
Além disso, rejeitou as declarações do embaixador russo perante a Otan, Dmitri Rogozin, nas quais acusou a Aliança de flertar com os países centro-asiáticos para reforçar sua presença na região.
De Hoop recalcou que o mandato que a ONU concedeu à Otan se limita às atividades militares no território do Afeganistão e que os aliados não têm a intenção de "assumir as funções de segurança" na Ásia Central.
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