25/06/2009 -
17:13
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Reuters
TRIESTE - As potências do G-8 estão divididas quanto ao modo de se posicionarem sobre a controvertida eleição do Irã durante um encontro de chanceleres nesta quinta-feira, na Itália. O governo italiano pressiona por uma dura condenação da violência enquanto a Rússia qualificou a votação iraniana de "exercício de democracia".
| AP |
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Ativistas fazem protesto em frente ao local de encontro |
Delegados na conferência do G-8, a caminho de um jantar, nesta terça-feira à noite, estavam discutindo sobre o tom do comunicado sobre o Irã, para levar em conta a posição da Rússia, que já afirmou considerar todos os assuntos relacionados à eleição iraniana como assunto interno do país.
Os resultados oficiais indicaram que o conservador presidente Mahmoud Ahmadinejad obteve vitória esmagadora, mas o candidato derrotado Mirhossein Mousavi afirma que a eleição foi fraudada.
O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, deixou claro que seu país não assinará um comunicado do G-8 de condenação ao modo como o Irã conduziu a eleição.
"Ninguém deseja condenar o processo eleitoral porque é um exercício de democracia", declarou Lavrov a repórteres.
Programa nuclear
A Rússia é uma das seis potências que estão tentando resolver uma antiga controvérsia com o Irã sobre seu programa nuclear.
O Irã diz que busca a energia nuclear para geração de eletricidade, mas potências ocidentais suspeitam que o país esteja tentando desenvolver uma bomba atômica.
"Nós concordamos em buscar uma forma de expressão que nos permita a concentração no ponto principal --seguir adiante para resolver a questão do programa nuclear iraniano", disse Lavrov, depois de manter uma conversa em particular com Frattini.
"O isolamento é uma atitude errada. Engajamento é a palavra-chave", disse Lavrov.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Itália Maurizio Massari afirmou que o G-8 iria expressar preocupação com o programa nuclear iraniano, mas acrescentou: "Queremos manter o quanto possível um clima de diálogo."
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