19/06/2009 -
20:16
, atualizada às 20:35 19/06 -
EFE
WASHINGTON - O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos admitiu hoje que "provavelmente" cerca de 26 civis morreram em uma série de bombardeios lançados sobre uma zona do oeste do Afeganistão no começo do mês passado.
O Comando Central informou em um relatório que as mortes ocorreram durante uma série de três incursões realizadas por um bombardeiro B-1 sobre uma zona na qual havia membros das forças talibã.
Os ataques "foram o meio apropriado de destruir uma ameaça inimiga", afirmou.
O relatório emitido após uma investigação do incidente afirmou, no entanto, que é impossível determinar com precisão o número exato de mortes civis e admitiu que poderia ser mais alto.
"Esta investigação não desconta a possibilidade de que tenham ocorrido mais de 26 mortes civis", afirmou.
Os ataques, que causaram tensão entre Washington e Cabul pelo número crescente de baixas civis, foram realizadas contra o que as autoridades militares qualificaram como "legítimos" alvos talibãs na região.
Meios de comunicação locais, citando fontes militares, indicaram esta semana que, de um total de 90 mortos, havia entre 20 e 35 civis e que o resto eram talibãs.
No entanto, as autoridades afegãs asseguraram que, no ataque, 140 civis morreram, o que o transformaria no mais violento desde que começou a ocupação do país liderada pelos Estados Unidos em 2001.
Por outra parte, uma organização de defesa dos direitos humanos no Afeganistão afirmou que o total de mortes chegou a 97 e que apenas dois eram talibãs.
Até antes de ser divulgado o relatório, o almirante Michael Mullen, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos, admitiu a responsabilidade americana na morte de civis no oeste do Afeganistão.
Em uma conversa com jornalistas na quinta-feira, Mullen disse que talvez seja impossível estabelecer com certeza os mortos civis, mas rejeitou as afirmações do Governo afegão no sentido de que foram cerca de 140.
Ele acrescentou que os ataques aéreos ocorreram sobre um complexo no qual estavam escondidos civis e membros das forças talibã.
Por outro lado, Mullen disse que é pouco provável que os militares envolvidos na operação sejam punidos.
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