15/05/2009 -
05:14
EFE
Tóquio - O Governo do Japão disse hoje que está "muito preocupado" com o tratamento da Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) à vencedora do prêmio Nobel da Paz e líder opositora Aung San Suu Kyi, que foi levada nesta quinta-feira a uma penitenciária, acusada de violar os termos de sua prisão domiciliar.
O ministro de Exteriores japonês, Hirofumi Nakasone, disse que seu país "está observando o que acontece com grave preocupação", e já transferiu "esta mensagem ao Governo birmanês", segundo a agência local "Kyodo".| AP |
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| Ativistas pedem a libertação de Kyi na embaixada de Mianmar em Seul |
Nakasone lembrou que o Japão deseja a realização em 2010 das eleições em Mianmar, desde que recebam o respaldo da comunidade internacional e que demonstre avanços na democracia, com a participação de Suu Kyi, líder da Liga Nacional pela Democracia (LND).
A transferência de Suu Kyi ao presídio de Insein, nos arredores de Yangun, aconteceu 13 dias antes que vencer o prazo da prisão domiciliar que cumpria desde 2003.
A Junta Militar birmanesa acusou Suu Kyi, de 63 anos e que sofre de problemas de saúde, de proteger um criminoso e alterar a estabilidade do Estado, em relação ao americano que visitou sua casa e foi detido ao deixar o local, no dia 6 de maio passado.
As duas mulheres que cuidam há anos da líder opositora birmanesa, uma mãe e sua filha, também foram levadas a Insein acusadas de cumplicidade.
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