04/03/2009 - 12:40 - Redação com agências internacionais
O Tribunal Penal Internacional (TPI) expediu nesta quarta-feira um mandado de prisão contra o presidente do Sudão, Omar al-Bashir, por crimes de guerra e crimes contra a humanidade na região de Darfur, no oeste do país. Esta é a primeira vez que a corte indicia um governante em exercício desde sua criação, em 2002.
Um porta-voz do tribunal disse, contudo, que a acusação mais grave, de genocídio, não foi incluída no documento pois o promotor-chefe não conseguiu fornecer provas suficientes de "intenção específica" da parte do governo sudanês de destruir grupos étnicos em Darfur.
A iniciativa era esperada em clima de tensão no Sudão, com temores de distúrbios e de uma reação adversa contra a força de paz conjunta ONU-União Africana, Unamid, presente no Sudão.
Bashir, que nega as acusações, disse na terça-feira, durante a inauguração de uma usina hidroelétrica em Merowe, no norte do país, que o tribunal em Haia, na Holanda, poderia "comer" o mandado de prisão.
| Reuters |
![]() |
| Presidente minimizou importância da Corte |
O correspondente da BBC na capital sudanesa, Cartum, Peter Martell, disse que o clima na cidade era tenso antes do anúncio da decisão judicial.
Segundo Martell, há expectativa de um forte esquema de segurança e da realização de manifestações pró-Bashir. O correspondente afirma que há também, entretanto, um forte sentimento na cidade - embora raramente manifestado abertamente - de apoio ao indiciamento.
Há relatos de que as forças de segurança sudanesas se concentraram em peso na cidade de El Fasher, no noroeste de Darfur.
Caças militares do Sudão sobrevoavam a cidade e a força UA-ONU foi colocada em alerta.
| Reuters |
![]() |
|
Homem protesta contra al-Bashir em frente à Corte Internacional |
(Com informações da AP, da AFP, da BBC da EFE)
Leia mais sobre Sudão
Publicidade