02/03/2009 - 07:53 - Redação com agências internacionais
SHARM EL SHEIKH - A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou nesta segunda-feira que a ajuda dos Estados Unidos à Faixa de Gaza não pode ser dissociada do processo de paz. Hillary participa da Conferência Internacional de para a Reconstrução de Gaza, que acontece em Sharm el-Sheikh, no Egito.

Durante a reunião, Washington deve anunciar uma doação de US$ 900 milhões para os palestinos, mas apenas US$ 300 milhões seguirão diretamente para a Faixa de Gaza. O restante será destinado à Autoridade Palestina.
| Reuters |
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| Hillary Clinton ouve discurso do presidente egípcio, Hosni Mubarak |
"Nossa resposta à crise de hoje não pode estar dissociada de nossos esforços mais amplos para alcançar uma paz global", declarou a chefe da diplomacia dos Estados Unidos, em trecho de discurso divulgado com antecedência.
"Ao conceder uma ajuda humanitária a Gaza, também queremos promover as condições nas quais seja possível ver um Estado palestino", acrescentou.
Hillary afirmou ainda que obteve do presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, garantias de que o dinheiro americano não seguirá para o movimento radical Hamas, que desde junho de 2007 controla a Faixa de Gaza e que Washington considera uma organização terrorista.
Apelo
A Conferência Internacional para a Reconstrução de Gaza começou com um discurso do presidente do Egito, Hosni Mubarak, que fez um apelo por um cessar-fogo durável entre israelenses e palestinos.
"A guerra de Gaza descobriu a fragilidade do processo de paz no Oriente Médio", disse Mubarak na abertura da reunião, na qual se analisará a possibilidade de ajudar com cerca de US$ 3 bilhões os palestinos da região.
Mubarak disse que, para que o processo de reconstrução atinja seus objetivos, são necessárias várias condições, entre as quais a abertura dos postos na fronteira de Gaza e a criação de um governo de unidade entre os diferentes grupos palestinos.
| Reuters |
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| Mulheres palestinas sentam em meio aos destroços de sua casa |
O dirigente egípcio também se mostrou favorável a ideia de que um órgão internacional supervisione o processo de reconstrução.
A conferência começou por volta das 05h05 e deve terminar por volta das 13h (horário de Brasília). Participam da reunião chefes de Estado e de governo, ministros e representantes de mais de 70 países, assim como delegados de dezessete organizações internacionais.
É a primeira vez que a comunidade internacional se reúne a fim de reconstruir uma região castigada por um conflito no Oriente Médio. A ofensiva militar israelense contra Gaza, que aconteceu entre 27 de dezembro e 18 de janeiro, deixou mais de 1.300 mortos.
(Com informações da AFP e da EFE)
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