15/02/2009 - 20:57 , atualizada às 10:42 16/02 - Redação com agências
O Itamaraty quer que a família de Paula Oliveira, que diz ter sido atacada por neonazistas na Suíça, na última semana, decida rapidamente se a brasileira deixará Zurique antes da abertura de um eventual processo penal, ou se enfrentará as investigações até o fim, mantendo sua versão.
Mas o pai da advogada, Paulo Oliveira, já deu sinais de que deseja voltar para casa o mais cedo possível. Em uma longa conversa com a família de Paula, a consulesa do Brasil em Zurique, Vitória Clever, afirmou que poderia organizar a saída de Paula antes que a investigação fosse concluída e o possível processo penal, instaurado.

Corpo de brasileira foi marcado com sigla de partido de extrema direita / AE
"Ela é uma pessoa livre, mas a decisão terá de ser da família", afirmou Vitória ao Estado. Neste domingo, a diplomata recebeu uma orientação do gabinete do chanceler Celso Amorim pedindo uma solução rápida para a crise, capaz de reduzir as consequências políticas do caso.
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Paula estaria grávida de 3 meses |
Entrevista do pai
O advogado Paulo Oliveira, pai de Paula, deu uma entrevista ao programa "Fantático", da Rede Globo, neste domingo, e afirmou que a filha tem marcas das agressões por todo o corpo. "Ela tem marcas nos peitos, nas costas, nas partes íntimas, nas coxas, no pescoço e no rosto".
De acordo com o pai, a filha nunca deu sinais de nenhum distúrbio que justificaria a possibilidade levantada de autoflagelação. "Ela sempre foi uma criança equilibrada e calma. Uma moça estudiosa e equilibrada. Nunca esteve envolvida em acidentes de trânsito ou drogas.
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