08/02 - 14:26 - EFE
SYDNEY - Autoridades australianas buscam por cerca de cem pessoas dadas como desaparecidas nos incêndios que mataram até agora 96 pessoas, destruíram 750 casas e queimaram 340 mil hectares de terra nos estados de Victoria e Nova Gales do Sul.
Os bombeiros informaram que aproximadamente cem pessoas foram dadas por desaparecidas na região, e a Cruz Vermelha da Austrália atende a 3.730 pessoas que perderam seus lares.
Em função do alto número de desaparecidos, o número de mortos nos incêndios pode continuar aumentando.
"O inferno, com toda sua fúria, visitou as boas pessoas de Victoria nas últimas 24 horas. É uma tragédia para a nação", disse hoje o primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, que visitou a área no começo da manhã e anunciou um fundo de 10 milhões de dólares australianos (US$ 6 milhões) para as vítimas.
A capacidade de destruição dos incêndios foi algo nunca visto em uma região acostumada a lidar com os incêndios florestais durante o verão.
Evitar a chegada das chamas às áreas povoadas foi missão impossível para os milhares de bombeiros e voluntários mobilizados em todo o estado, devido aos fortes ventos, às altas temperaturas e ao tamanho do terreno afetado pelos incêndios.
O fogo atingiu as localidades de Marysville e Kinglake, enquanto foram registradas vítimas fatais em 18 municípios diferentes, de Bendigo até a região de Gippsland, 160 quilômetros ao sudeste da capital do estado.
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O chefe do Governo de Victoria, John Brumby, que também visitou vários lugares afetados, avisou que a situação não é segura e pediu prudência aos moradores.
Brumby acrescentou que as condições meteorológicas do sábado foram as piores da história da Austrália e decidiu com Rudd o envio de efetivos do Exército para ajudar nos trabalhos de resgate.
Além do dinheiro do Governo, quatro bancos comerciais do país se comprometeram a entregar 3 milhões de dólares australianos (US$ 2 milhões) às vítimas, e centenas de pessoas anônimas realizaram doações a um fundo para os atingidos.
US Multimídia
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