12/01/2009 - 10:28 , atualizada às 15:43 12/01 - Redação com agências internacionais
GENEBRA - O Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou segunda-feira uma resolução que condena Israel por sua ofensiva na Faixa de Gaza, pede o fim imediato das hostilidades e determina o envio de uma missão de investigação independente.
A resolução cria uma equipe para "investigar todas as violações das leis internacionais de direitos humanos" que Israel possa estar cometendo contra o povo palestino.
Além disso, pede que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, faça um relatório à Assembleia Geral sobre o ataque a uma escola da ONU na Faixa de Gaza, ocorrido na semana passada.
Dos 47 membros do Conselho, 33 votaram a favor e um contra a resolução que afirma que a ofensiva israelense "resultou em violações dos direitos humanos da população palestina e destruição sistemática da infra-estrutura da Palestina". Treze países, a maioria da Europa, se abstiveram de votar. O voto contra foi dado pelo Canadá.
Antes da votação, o embaixados palestino Ibrahim Khraishi disse que seu povo está sendo submetido a um "ato bárbaro de agressão" e fez um apelo para que o Conselho condenasse o que chamou de "lei da selva".
Já o embaixador israelense em Genebra, Aharon Leshno-Yaar, considerou a votação irrelevante, dizendo que a resolução não ia promover nenhum alívio aos palestinos e não refletia a realidade em Gaza. Israel, assim como os EUA, não é membro do Conselho e não pode votar.
Abstenção
Os países que se abstiveram de votar foram Japão, Suíça, Bosnia-Herzegovina, Coreia do Sul, Ucrânia, Eslováquia, Eslovênia, França, Alemanha, Itália, Inglaterra e Holanda.
Falando em nome da União Europeia, o embaixador da Alemanha em Genebra, Konrad Max Scharinger disse que o Conselho teve a oportunidade de comentar todas violações aos direitos humanos que ocorrem em Gaza e em Israel, mas preferiu discutir apenas os cometidos contra os palestinos.
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