09/01/2009 - 12:13 , atualizada às 13:34 09/01 - Redação com agências internacionais
GENEBRA - As agências humanitárias das Nações Unidas disseram, nesta sexta-feira, que esperam retomar plenamente suas operações na Faixa de Gaza. As ações foram interrompidas após um ataque israelense contra um de seus comboios.
A porta-voz da ONU em Genebra, Marie Heuzé, afirmou que este incidente, no qual morreu o motorista de um caminhão que transportava ajuda para a população palestina, obrigou a deter "apenas temporariamente" a entrada da assistência humanitária. Ela esclareceu que prosseguem as atividades de auxílio e de distribuição de ajuda que já havia dentro de Gaza.
Heuzé defendeu que tanto o governo de Israel como o Hamas têm a obrigação de respeitarem a resolução que acaba de adotar o Conselho de Segurança da ONU, que reivindica o fim imediato das hostilidades e que se permita que as organizações humanitárias cumpram sua missão.
"Evidentemente, esperamos, pedimos, imploramos que a resolução seja aplicada", declarou a porta-voz.
| AFP |
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| Bombas podem ser vistas do campo de refugiados de Jabalia, em Gaza |
Observadores em Israel e Gaza
A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay,pediu o envio de observadores internacionais a Israel e aos territórios palestinos ocupados, e insistiu em que sejam investigadas as ações cometidas nas últimas duas semanas na Faixa de Gaza.
Na abertura de uma sessão extraordinária do Conselho de Direitos Humanos (CDH) destinada à situação em Gaza, Pillay se uniu às vozes que afirmam que o sofrimento da população palestina é "intolerável" e reivindicou o fim imediato do confronto.
O CDH está reunido nesta sexta-feira, por iniciativa de 33 dos 47 países que integram este órgão das Nações Unidas, para debater as conseqüências sobre a população civil da ofensiva militar iniciada por Israel em 27 de dezembro.
Cessar-fogo negado
Nesta sexta-feira, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, rejeitou a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas para um cessar-fogo com o Hamas e disse que a ofensiva na Faixa de Gaza continuará até que o Exército complete sua missão.
O grupo Hamas também rejeitou a resolução da ONU e os bombardeios continuam na Faixa de Gaza.
As estimativas são de que, em quase duas semanas, o conflito tenha matado 770 palestinos e 14 israelenses.
14º dia de bombardeios
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