09/01/2009 - 06:11 , atualizada às 11:23 09/01 - EFE
JERUSALÉM - Israel e Hamas rejeitaram nesta sexta-feira o pedido de cessar-fogo feito pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, por considerar que a proposta não satisfaz suas respectivas necessidades de segurança e liberdade de movimento.
"Israel atuou, atua e seguirá atuando de acordo com suas necessidades, a segurança de seus cidadãos e seu direito à legítima defesa", disse a chanceler Tzipi Livni, após saber da resolução.
Com a única abstenção dos Estados Unidos, o Conselho de Segurança adotou uma resolução que pede a declaração de um cessar-fogo imediato em Gaza, a retirada das tropas israelenses e a entrada, sem empecilhos, de ajuda humanitária em território palestino.
Segundo porta-vozes oficiais, para Israel, se trata de uma resolução que legitima o Hamas e que equipara o movimento islâmico ao nível de Estado.
O vice-primeiro-ministro israelense, Eli Yishai, disse que "o mundo se transformou em um lobby" de Ismail Haniyeh, líder do Hamas em Gaza.
O Hamas rejeitou o documento elaborado pelo Reino Unido em colaboração com a França e os países árabes, por considerar que ele não levou em conta o movimento islâmico, apesar de o ver como prova do fracasso da ofensiva militar de Israel em Gaza.
"Este fracasso é o que gerou a resolução", manifestou, de Beirute, o dirigente islamita Osama Hamdan, em declarações à imprensa local.
Para Hamdan, a resolução do Conselho de Segurança "não leva em conta o interesse palestino e não fala nem do levantamento do bloqueio nem da abertura das fronteiras" em Gaza.
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